Raios e atividade elétrica ocorrem não apenas na Terra, mas também em Saturno e Júpiter. E, agora, mais um planeta entra para essa lista: Marte. Um novo estudo realizado por uma equipe internacional identificou que partículas na atmosfera poeirenta do Planeta Vermelho friccionam-se umas contra as outras, acumulando carga elétrica que se descarrega na forma de raios. A pesquisa, publicada na revista Nature, examinou 28 horas de gravações de microfone capturadas pelo rover Perseverance da NASA ao longo de dois anos marcianos, captando assinaturas eletromagnéticas e sinais acústicos típicos de atividade elétrica, conforme relatado pelo Scientific American. A análise revelou 55 eventos elétricos, sendo que 54 ocorreram durante períodos em que os ventos estiveram entre os 30% mais intensos ao longo de dois anos. Esse padrão indica que o vento desempenha um papel crucial na geração de carga elétrica em Marte. "Na Terra, a eletrificação de partículas de poeira, areia e neve é ​​bem documentada, particularmente em regiões desérticas, mas raramente resulta em descargas elétricas reais", disse Baptiste Chide, coautor do estudo e professor da Universidade de Toulouse, na França, citado pelo Scientific American. E ele continuou: "Em Marte, no entanto, a fina atmosfera de CO₂ torna esse fenômeno muito mais provável, já que a quantidade de carga necessária para gerar faíscas é muito menor do que na Terra". Roger Wiens, coautor do estudo e professor da Universidade Purdue, dos Estados Unidos, salientou que a descoberta de faíscas em tempestades de poeira e redemoinhos de poeira em Marte ilustra um dos riscos da exploração marciana, já que os equipamentos espaciais podem ser danificados com muito mais facilidade do que na Terra. "A primeira espaçonave a pousar em Marte [a soviética Mars 3] pousou no meio de uma tempestade de poeira; transmitiu por 15 segundos e parou de funcionar, sem deixar rastros. Suspeitamos que ela possa ter sido vítima de carga triboelétrica”, apontou. Em seu artigo, os cientistas envolvidos complementaram que, no futuro, instrumentos específicos e modelos atmosféricos aprimorados poderão ser utilizados para estudar e quantificar melhor os fenômenos elétricos e suas consequências químicas em Marte. Mais Lidas Raios e atividade elétrica ocorrem não apenas na Terra, mas também em Saturno e Júpiter. E, agora, mais um planeta entra para essa lista: Marte. Um novo estudo realizado por uma equipe internacional identificou que partículas na atmosfera poeirenta do Planeta Vermelho friccionam-se umas contra as outras, acumulando carga elétrica que se descarrega na forma de raios. A pesquisa, publicada na revista Nature, examinou 28 horas de gravações de microfone capturadas pelo rover Perseverance da NASA ao longo de dois anos marcianos, captando assinaturas eletromagnéticas e sinais acústicos típicos de atividade elétrica, conforme relatado pelo Scientific American. A análise revelou 55 eventos elétricos, sendo que 54 ocorreram durante períodos em que os ventos estiveram entre os 30% mais intensos ao longo de dois anos. Esse padrão indica que o vento desempenha um papel crucial na geração de carga elétrica em Marte. "Na Terra, a eletrificação de partículas de poeira, areia e neve é ​​bem documentada, particularmente em regiões desérticas, mas raramente resulta em descargas elétricas reais", disse Baptiste Chide, coautor do estudo e professor da Universidade de Toulouse, na França, citado pelo Scientific American. E ele continuou: "Em Marte, no entanto, a fina atmosfera de CO₂ torna esse fenômeno muito mais provável, já que a quantidade de carga necessária para gerar faíscas é muito menor do que na Terra". Roger Wiens, coautor do estudo e professor da Universidade Purdue, dos Estados Unidos, salientou que a descoberta de faíscas em tempestades de poeira e redemoinhos de poeira em Marte ilustra um dos riscos da exploração marciana, já que os equipamentos espaciais podem ser danificados com muito mais facilidade do que na Terra. "A primeira espaçonave a pousar em Marte [a soviética Mars 3] pousou no meio de uma tempestade de poeira; transmitiu por 15 segundos e parou de funcionar, sem deixar rastros. Suspeitamos que ela possa ter sido vítima de carga triboelétrica”, apontou. Em seu artigo, os cientistas envolvidos complementaram que, no futuro, instrumentos específicos e modelos atmosféricos aprimorados poderão ser utilizados para estudar e quantificar melhor os fenômenos elétricos e suas consequências químicas em Marte. Mais Lidas

Cientistas confirmam raios em Marte e apontam impacto na exploração humana do planeta vermelho

2025/11/27 20:13
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A análise revelou 55 eventos elétricos, sendo que 54 ocorreram durante períodos em que os ventos estiveram entre os 30% mais intensos ao longo de dois anos
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