A Aave enfrenta um momento decisivo após uma votação de governança rejeitar mudanças no controle da marca e da propriedade intelectual.
Diante disso, o fundador Stani Kulechov apresentou uma visão mais ampla para o futuro do protocolo, indo além do empréstimo DeFi tradicional.
Após a derrota na governança, Kulechov publicou um posicionamento direto no fórum da Aave, segundo ele, o protocolo precisa evoluir para sustentar crescimento no longo prazo.
O executivo afirmou que o DeFi, por si só, pode não garantir expansão contínua. Por isso, defendeu a entrada em ativos do mundo real, crédito institucional e produtos financeiros voltados ao consumidor.
Nesse contexto, a frase resume o clima interno após a votação, além disso, ele destacou o potencial dos RWAs. De acordo com estimativas citadas pelo fundador, o mercado global de ativos financeiros pode chegar a US$ 500 trilhões.
Ao mesmo tempo, a Aave segue entre os maiores protocolos do setor, em outubro, o valor total bloqueado superou US$ 45 bilhões, segundo DefiLlama.
Um dos pontos mais relevantes envolve o token AAVE, nesse sentido, Kulechov afirmou que a Aave Labs planeja distribuir receitas que não vêm diretamente do protocolo aos detentores do ativo.
Portanto, o token pode capturar valor além da governança, com isso, o projeto sinaliza uma mudança relevante em seu modelo econômico.
Além disso, a equipe pretende apresentar uma nova proposta sobre propriedade intelectual e direitos da marca. Essa iniciativa, por sua vez, surge após forte resistência da comunidade à proposta anterior.
A controvérsia recente envolve taxas geradas por swaps dentro do ecossistema Aave, atualmente, parte dessas operações passa pelo CoW Swap, integrado ao protocolo.
Entretanto, surgiu um impasse, de um lado, membros da DAO defendem que essa receita pertença aos tokenholders. De outro, desenvolvedores da Aave Labs buscam manter o controle.
Outro ponto sensível foi a compra de cerca de US$ 15 milhões em AAVE por Kulechov, nesse cenário, alguns usuários alegaram tentativa de influenciar a votação.
O fundador negou a acusação, segundo ele, a compra refletiu apenas sua “convicção pessoal” no projeto, sem relação com o resultado do voto.
A crise expôs tensões estruturais na governança da Aave, ao mesmo tempo, abriu espaço para redefinir estratégia e captura de valor.
Portanto, o próximo capítulo dependerá da capacidade de alinhar visão, incentivos e confiança da comunidade.
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