Os aluguéis por temporada deixaram de ser um nicho e passaram a representar uma fonte de renda relevante no mercado imobiliário, com imóveis bem localizados gerando receitas mensais entre R$ 4.000 e R$ 7.000, com picos que chegam a R$ 8.000, segundo dados do site CasaTemporada.
A popularização do modelo é impulsionada pelo crescimento do turismo, pela expansão do trabalho remoto e pela busca por hospedagens mais flexíveis.
Para Thiago Moresqui, analista do CasaTemporada, esse movimento tem ampliado o interesse de investidores que buscam maior rentabilidade. Enquanto o aluguel tradicional costuma trazer um retorno médio entre 0,3% e 0,5% do valor do imóvel ao mês, o aluguel por temporada pode alcançar retornos de 1% ou mais, especialmente em capitais e destinos turísticos.
O retorno está diretamente associado a benefícios do modelo, que permite o proprietário ajustar os preços conforme a demanda, explorar períodos de alta temporada e manter maior controle sobre o uso do imóvel.
Moresqui chama atenção de investidores e destaca que a análise de rentabilidade deve considerar os custos operacionais. Entre os principais estão condomínio, IPTU, manutenção, limpeza, troca de enxoval, mobiliário e gestão de reservas.
Ele também lembra que os rendimentos obtidos com aluguel por temporada devem ser declarados à Receita Federal. Dependendo do faturamento, o proprietário pode precisar formalizar a atividade e recolher tributos específicos.
A rentabilidade varia conforme localização, tipo de imóvel, padrão de mobiliário, taxa de ocupação — que indica o percentual de dias alugados — e sazonalidade.
Na capital paulista, a diária média varia entre R$ 220 e R$ 280, com taxa de ocupação anual próxima de 60%. A demanda é impulsionada por viagens corporativas, eventos, tratamentos médicos e estadias temporárias.
Receita mensal estimada: entre R$ 4.000 e R$ 5.000.
Em bairros como Copacabana, Ipanema e Barra da Tijuca, a diária média fica entre R$ 300 e R$ 450, com forte influência da sazonalidade.
Receita mensal estimada: entre R$ 5.000 e R$ 7.000, podendo superar esse valor na alta temporada.
Um dos maiores mercados do país, Florianópolis combina turismo de verão, eventos e trabalho remoto, com diária média entre R$ 280 e R$ 400.
Receita mensal estimada: de R$ 4.500 a R$ 6.500, com picos no verão.
Destino consolidado no turismo de alto padrão, registra algumas das diárias mais elevadas do Sul do Brasil.
Receita mensal estimada: entre R$ 5.500 e R$ 8.000, dependendo do perfil do imóvel.
A capital baiana mantém demanda relativamente estável ao longo do ano, com diária média de R$ 250 a R$ 380.
Receita mensal estimada: entre R$ 4.000 e R$ 6.000.
Fortaleza se destaca pelo equilíbrio entre diária e ocupação, impulsionada pelo turismo nacional.
Receita mensal estimada: entre R$ 4.200 e R$ 6.000.
Destino turístico consolidado, com forte demanda em feriados e no inverno.
Receita mensal estimada: entre R$ 4.500 e R$ 7.000, concentrada em períodos específicos.
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