TikTok Getty Images Ellen Roome, mãe do adolescente Jools, de 14 anos, morto em abril de 2022, juntou-se a outras três famílias britânicas em um processo TikTok Getty Images Ellen Roome, mãe do adolescente Jools, de 14 anos, morto em abril de 2022, juntou-se a outras três famílias britânicas em um processo

Mãe que perdeu filho em 'desafio do apagão' lidera ação inédita contra o TikTok ao lado de outras famílias britânicas

2026/01/16 21:27
TikTok  — Foto: Getty Images TikTok — Foto: Getty Images

Ellen Roome, mãe do adolescente Jools, de 14 anos, morto em abril de 2022, juntou-se a outras três famílias britânicas em um processo histórico contra o TikTok nos Estados Unidos. Ela afirma suspeitar que o filho tenha morrido ao tentar reproduzir um chamado “desafio do apagão”, visto na plataforma. O caso será analisado nesta semana por um tribunal de Delaware e pode obrigar a empresa a entregar dados da conta do jovem antes de sua morte.

Segundo informações exclusivasdo tabloide britânico The Sun, Ellen, de 49 anos, é a primeira britânica a processar formalmente uma empresa de redes sociais pela morte de um filho. O TikTok, avaliado em bilhões de dólares, teria se recusado a fornecer os dados do perfil de Jools e de outras crianças envolvidas em casos semelhantes, alegando políticas de proteção de dados.

Continuar lendo

Pressão judicial e política

Além da ação nos EUA, a mãe conseguiu que a polícia de Gloucestershire, no Sudoeste da Inglaterra, reabrisse a investigação sobre a morte do filho, após a apresentação de novas informações. Parlamentares de diferentes partidos também passaram a apoiar a criação da chamada Lei de Jools, que obrigaria empresas de tecnologia a preservar e fornecer dados digitais quando um menor morre em circunstâncias suspeitas.

Em entrevista ao The Sun, Ellen disse que o objetivo sempre foi esclarecer os fatos. Ela também relatou as últimas palavras do filho — “eu te amo” — poucas horas antes de encontrá-lo sem vida em seu quarto. De acordo com a família, Jools não apresentava histórico de depressão ou automutilação.

O processo coletivo reúne ainda pais de outras três crianças britânicas que morreram após suposto contato com conteúdos perigosos em redes sociais. O advogado das famílias, Matthew P. Bergman, do Social Media Victims Law Center, sustenta que as plataformas devem ser responsabilizadas não apenas pelo conteúdo publicado, mas pelos algoritmos que o impulsionam até crianças.

Debate sobre regulação e resposta do TikTok

O caso ganhou força em meio a discussões políticas no Reino Unido sobre restringir o acesso de menores de 16 anos às redes sociais, nos moldes do que já ocorre na Austrália. A baronesa Beeban Kidron apresentou uma emenda no Parlamento para incorporar a Lei de Jools à legislação em tramitação, garantindo a preservação automática de dados digitais em casos de morte infantil.

Procurado, o TikTok afirmou, em nota, que lamenta profundamente as mortes e que proíbe conteúdos que incentivem comportamentos perigosos. A empresa declarou remover a maioria das violações antes mesmo de denúncias, cumprir as leis de proteção de dados do Reino Unido e manter ferramentas de segurança específicas para adolescentes.

Para Ellen, porém, as medidas são insuficientes. Ela defende verificações rigorosas de idade e maior atuação do regulador britânico, a Ofcom. “Se fosse qualquer outro produto perigoso, ele seria retirado de circulação até se tornar seguro”, afirmou ao The Sun. Enquanto a batalha judicial avança nos EUA, a mãe diz esperar que o caso ajude outras famílias a não enfrentarem as mesmas barreiras na busca por respostas.

Mais recente Próxima Por que França e outros países europeus são contra acordo entre Mercosul e União Europeia
Oportunidade de mercado
Logo de AO
Cotação AO (AO)
$5.115
$5.115$5.115
+0.47%
USD
Gráfico de preço em tempo real de AO (AO)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail service@support.mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.