O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) rebateu críticas sobre a quantidade de ministérios de seu governo e afirmou, nesta 3ª feira (20.jan.2026), que administrações com poucas pastas acabam sendo menos eficientes, já que não conseguem abarcar os diferentes setores da sociedade. O petista tem 38 ministérios.
“Alguém dizia que, quanto menos ministério você tem, menos gasto você tem. Eu vou dizer: quanto menos ministério você tem, mais incompetente você é, porque você precisa colocar os movimentos da sociedade brasileira”, discursou em evento em Rio Grande (RS).
Segundo Lula, a manutenção de ministérios permite que temas como cultura, mulheres, povos indígenas e igualdade racial, sejam tratados de forma mais direta e organizada. O petista citou o exemplo do Ministério da Pesca, que na gestão anterior estava subordinado à Agricultura. “Se você não cria as pastas, certas áreas da sociedade ficam sem representação”, disse.
No fim de 2025, o presidente disse que pretendia criar o 39º ministério, voltado à Segurança Pública. Seria o desmembramento do Ministério da Justiça. Para isso, Lula teria que editar uma MP (medida provisória) que precisaria ser aprovada pelo Congresso. A pressão de parte da base aliada pela criação da nova pasta arrefeceu nas últimas semanas. O ministério não deve ser oficializado neste ano e deve ser tratado como proposta da campanha petista à reeleição.
Ainda no evento, Lula questionou a ausência de ministérios voltados para mulheres no governo de Jair Bolsonaro (PL). Disse que elas representam 52% da população e ainda sofrem com violência de gênero.
Por isso, afirmou que cada ministro deve abordar o tema da violência contra a mulher em seus discursos. O petista reforçou que o combate ao feminicídio é responsabilidade dos homens, destacando a necessidade de mudança de comportamento.
As declarações foram feitas durante evento em Rio Grande (RS), no qual Lula participou da assinatura de contratos do programa Mar Aberto.
O presidente participou da cerimônia de assinatura de contratos do programa Mar Aberto, iniciativa da Petrobras voltada à indústria naval e offshore brasileira. O evento foi realizado no estaleiro Ecovix, no porto de Rio Grande (RS).
Os contratos estabelecem a construção de 5 navios gaseiros, 18 empurradores, 18 barcaças e acompanhamento da construção de navios Handymax, em um investimento total de R$ 2,8 bilhões. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, também acompanha a cerimônia.
Assista:
De acordo com a Petrobras, todas as embarcações serão operadas pela Transpetro e construídas em estaleiros de 3 Estados. No Rio Grande do Sul, o Estaleiro Rio Grande será responsável pela obra dos gaseiros. No Amazonas, o estaleiro Bertolini Construção Naval da Amazônia construirá as 18 barcaças. Em Santa Catarina, o estaleiro Indústria Naval Catarinense vai construir os 18 empurradores.
Também foi anunciado o contrato de adesão do TUP (Terminal de Uso Privado), vinculado ao projeto da nova fábrica de celulose da CMPC, que integra o Projeto Natureza e estabelece investimento de R$ 24 bilhões.
Segundo o governo federal, o empreendimento é considerado estratégico para o fortalecimento da infraestrutura logística e para o escoamento da produção para exportação.
O TUP será implantado no complexo portuário de Rio Grande e contará com capacidade de movimentação de até 9 milhões de toneladas por ano no 11º ano de operação, sendo 4,5 milhões de toneladas na descarga de barcaças e 4,5 milhões no carregamento de navios.
Além de Lula e Costa Filho, participaram da cerimônia de assinaturas a presidente da Petrobras,, e o presidente da Transpetro, Sérgio Bacci.


