O dólar fechou em queda de 0,68% frente ao real, a R$ 5,28, em meio a um cenário externo mais favorável e à perda de força da moeda americana. Analistas apontam que há entrada consistente de recursos externos direcionados a ativos brasileiros, pressionando o dólar para baixo.
O movimento foi atribuído a atratividade do real para operações de carry trade, estratégia em que investidores tomam recursos em países com juros baixos e aplicam em mercados com taxas mais elevadas.
No campo político, relatório do Morgan Stanley indica que o mercado tem precificado uma possível alternância de poder nas eleições de outubro de 2026. Segundo o banco, ações associadas a esse cenário acumulam alta de 59% em dólar desde janeiro de 2025.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostra estabilidade na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em janeiro, com 48,7% de aprovação e 50,7% de desaprovação.
O principal vetor para o câmbio foi o ambiente internacional. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, recuava cerca de 0,4% no fim da tarde.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
O enfraquecimento do dólar ocorreu após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotar um discurso mais conciliador sobre a Groenlândia. Segundo ele, um acordo está “sendo trabalhado” e não envolveria o uso de força militar.
Além disso, Trump suspendeu tarifas que seriam aplicadas a países europeus a partir de fevereiro, o que reduziu a percepção de risco geopolítico nos mercados.
Dados do Produto Interno Bruto (PIB) e do índice de preços de gastos com consumo (PCE) dos Estados Unidos vieram em linha com as estimativas e não provocaram grandes ajustes nos preços dos ativos.
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