O dólar fechou esta segunda-feira (26) em baixa de 0,12%, a R$ 5,28 — menor nível desde novembro. O movimento refletiu o enfraquecimento da moeda americana e a manutenção do carry trade atrativo no Brasil, estratégia em que investidores captam recursos em países com juros baixos para aplicar em mercados com taxas mais elevadas.
O mercado também monitorou o aumento do risco de uma nova paralisação do governo americano. A possibilidade de shutdown ganhou força após impasses no Congresso sobre a votação do Orçamento, elevando a probabilidade estimada pelo mercado de previsões Polymarket de 9% para 81%.
Além disso, o noticiário geopolítico trouxe novos ruídos, com o presidente Donald Trump ameaçando impor tarifas de 100% ao Canadá em função de negociações com a China. Persistem ainda incertezas sobre a escolha do novo presidente do Federal Reserve (Fed).
No cenário internacional, especulações sobre uma possível coordenação entre Estados Unidos e Japão para sustentar o iene pressionaram o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, levando-o à mínima em quatro meses.
Confira o gráfico DXY (em tempo real):
Os investidores aguardam as decisões de política monetária do Fed e do Comitê de Política Monetária (Copom), ambas previstas para esta quarta-feira (28). A expectativa é de manutenção do diferencial de juros favorável ao Brasil, fator que sustenta o interesse pelo real no médio prazo.
Apesar disso, a queda nos preços do petróleo e do minério de ferro limitou a apreciação da moeda brasileira ao longo da tarde. Segundo operadores, o menor apetite por ações reduziu o fluxo cambial positivo.
O minério de ferro recuou cerca de 1% nas bolsas de Dalian e Cingapura. Já os contratos do petróleo WTI e Brent caíram 0,72% e 0,46%, respectivamente. De acordo com analistas, a retração das commodities impacta países exportadores, como o Brasil, reduzindo o suporte ao câmbio.
Pela manhã, o Banco Central realizou um leilão de linha, operação em que vende dólares com compromisso de recompra futura. Foram vendidos US$ 1 bilhão de uma oferta total de até US$ 2 bilhões, indicando que o mercado segue bem abastecido de moeda americana.
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