Funcionários do IBGE pedem que seja feito um balanço para tratar "sucessivas crises" na direção do InstitutoFuncionários do IBGE pedem que seja feito um balanço para tratar "sucessivas crises" na direção do Instituto

Sindicato vai ao governo e critica gestão Pochmann no IBGE

2026/02/01 03:59

Os funcionários do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) querem levar as críticas à atual gestão para a presidência da República. A direção executiva da Assibge (Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Fundações Públicas Federais de Geografia e Estatística) se reuniu na 6ª feira com um integrante do governo federal para tratar sobre “sucessivas crises” da presidência de Marcio Pochmann.

O sindicato falou com o assessor especial da Secretaria-Geral da Presidência da República, Alexandre Varela, sobre conflito entre a gestão do órgão e os funcionários públicos. Segundo a associação, a relação com o corpo técnico do IBGE enfrenta “conflitos abertos” iniciados pela atual gestão.

Para o sindicalista, o principal conflito com Pochmann ganhou novos contornos depois de recentes demissões. Em 20 de janeiro, funcionários do IBGE assinaram uma “carta aberta aos servidores” criticando a retirada de diretores e “práticas” de Marcio Pochmann na condução do Instituto.

“A condução administrativa do Sr. Pochmann tem sido pautada por posturas autoritárias e desrespeito ao corpo técnico da casa, tendo culminado, em 15 de janeiro de 2025, na divulgação de um comunicado à sociedade para desferir ataque inaceitável à integridade ética dos servidores e de seu sindicato”, afirmou a carta, que não tem relação direta com o sindicato, mas foi divulgada espontaneamente pelos técnicos do IBGE.

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Na imagem, Dilma Rousseff e Marcio Pochmann seguram o mapa-múndi invertido, com Brasil em destaque

Para o sindicato, o conflito foi desencadeado quando a atual direção do instituto buscou criar a “Fundação de Apoio IBGE+” para buscar financiamento privado para as suas iniciativas. Capitaneada por Pochmann, a ideia foi barrada pela AGU (Advocacia Geral da União), que considerou que não seria possível criar uma nova fundação ligada ao ente público, mas de direito privado.

A Assibge alega que a direção do Instituto “detonou uma nova crise” depois de exonerar o coordenador de Contas Nacionais, às vésperas da divulgação do PIB de 2025, que será divulgado em março. “A ASSIBGE-SN entende que, embora seja prerrogativa da administração substituir titulares de cargos de chefia, tais mudanças devem, necessariamente, priorizar a continuidade dos programas de trabalho e a preservação institucional”, declarou a organização.

O sindicato também menciona conflito com a área entre a direção do IBGE com a área de comunicação, com a inclusão de um conteúdo relacionado ao governo de Pernambuco. “Foi considerada grave a inclusão, em uma das publicações mais prestigiadas do IBGE, de conteúdo que sugeria elementos de propaganda de governo, maculando o caráter imparcial e técnico historicamente reconhecido da instituição”, afirmou o sindicato em nota.

O Poder360 procurou a direção do IBGE para perguntar se gostaria de se manifestar sobre as declarações do sindicato. Não houve resposta até a publicação desta reportagem. O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.

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