Dólar - Foto: UnsplashApós cair 4,45% em janeiro, o dólar buscou correção nos primeiros negócios e subiu levemente no mercado à vista na manhã desta segunda-feiDólar - Foto: UnsplashApós cair 4,45% em janeiro, o dólar buscou correção nos primeiros negócios e subiu levemente no mercado à vista na manhã desta segunda-fei

Dólar abre em alta, vira e cai com inflação mais leve e aposta em corte da Selic

2026/02/02 21:30

Dólar (USD)Dólar - Foto: Unsplash

Após cair 4,45% em janeiro, o dólar buscou correção nos primeiros negócios e subiu levemente no mercado à vista na manhã desta segunda-feira, 2, em linha com o ganho externo da divisa ante alguns pares desenvolvidos, como o iene. Porém, há pouco, o dólar à vista passou a cair, se ajustando à valorização externa de pares emergentes do real, como peso chileno, peso mexicano.

Os juros futuros rondam a estabilidade de olho no dólar e na queda dos rendimentos dos Treasuries por cautela geopolítica e com a paralisação parcial do governo dos EUA.

Investidores analisam também a queda das projeções do mercado para a inflação no País, enquanto aguardam a retomada dos trabalhos no Congresso e Judiciário hoje e a ata da reunião do Copom da semana passada, em busca de detalhes sobre a manutenção da Selic em 15% e a sinalização de início de corte em março. Na sexta, o mercado precificava 68% de chance de corte inicial de 0,50 ponto porcentual.

A projeção suavizada para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) 12 meses à frente passou de 4,01% para 3,99%, segundo o boletim Focus. A mediana de IPCA 2026 caiu de 4,0% para 3,99%, abaixo do teto da meta de inflação, enquanto a mediana para IPCA 2027 segue em 3,80% e para 2028 e 2029, em 3,50%.

Por outro lado, o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) subiu 0,59% em janeiro, acelerando ante 0,28% em dezembro, segundo a FGV. O resultado superou o teto das projeções do mercado (0,56%; mediana 0,55%).

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,5 ponto em janeiro ante dezembro, o quinto mês seguido de avanços, para 92,5 pontos, na série com ajuste sazonal, segundo o Ibre/FGV.

O índice de desconforto econômico do Brasil deve atingir o menor patamar da história no primeiro semestre deste ano, segundo um estudo realizado pelo banco Santander.

Nos EUA, o presidente da Câmara dos EUA, Mike Johnson, enfrenta dias difíceis para aprovar um pacote de financiamento e encerrar um shutdown parcial, em meio a forte disputa sobre as operações do ICE que ganharam atenção nacional após mortes de dois civis em protestos em Minneapolis.

A CME Clearing anunciou aumento das exigências de margem para contratos de ouro, prata, platina e paládio na Comex e Nymex, citando revisão da volatilidade para garantir colateral adequado. As novas regras entram em vigor após o fechamento desta segunda-feira.

Na China, os PMIs do setor de manufatura vieram bem abaixo do esperado em janeiro, reforçando sinais de desaceleração econômica.

Por volta das 9h45, o dólar à vista tinha mínima a R$ 5,2390, com queda de 0,16%.

Com Estadão Conteúdo

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