O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) parafraseou o ditado “em briga de marido e mulher não se mete a colher” ao afirmar que a sociedade não pode se omitir frente à violência contra a mulher. “Vamos meter a colher, sim”, disse.
A declaração foi dada nesta 4ª feira (4.fev.2026) na cerimônia de lançamento do Pacto Nacional Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto. O pacto, articulado pela primeira-dama Janja da Silva, foi assinado pelos representantes dos Três Poderes.
O presidente afirmou que o Brasil “se cala” diante de cenas de abuso e violência. “É inaceitável que mulheres continuem sendo espancadas e assassinadas todos os dias sob o olhar de uma sociedade que peca por omissão”, disse o petista em seu discurso.
Assista (31s):
O tema ganhou destaque no final do ano passado, durante uma onda de assassinatos de mulheres. Em 2025, o país bateu recorde no número de mulheres mortas apenas por serem mulheres, com uma média de 4 mortes por dia.
A primeira-dama e algumas das ministras chegaram a participar de um ato em Brasília contra o feminicídio em 7 de dezembro. Na ocasião, Janja pediu penas mais duras em situações de violência contra à mulher.
O presidente tem adotado uma posição mais firme nesse quesito depois de pedidos de Janja. No início do discurso desta 4ª feira (4.fev), Lula a agradeceu por tê-lo “alertado tantas vezes sobre a gravidade da violência contra à mulher”.
A assinatura do pacto, até o momento, é um ato mais simbólico do que prático, já que não há o repasse de verbas para novas ações governamentais. A assinatura cria o comitê para a articulação dos Três Poderes em ações já existentes.
Assista
Assista à cerimônia (1h27min):
Participaram da cerimônia ministros, congressistas e autoridades dos Três Poderes, entre eles:

