Os portugueses voltam às urnas neste domingo (8.fev.2026) para eleger seu presidente. No 1º turno, realizado em 18 de janeiro, António José Seguro, candidato de centro-esquerda apoiado pelo PS (Partido Socialista), teve 31,1% (1.755.563 votos) e André Ventura (Chega, direita), 23,5% (1.327.021 votos).
Cerca de 11 milhões de eleitores vão escolher entre os 2 candidatos à Presidência da República neste 2º turno. Segundo a SGMAI (Secretaria Geral do Ministério da Administração Interna), dos 11.039.672 eleitores portugueses recenseados para as eleições presidenciais de 2026, 1.777.019 residem no estrangeiro, sendo 1.050.356 na Europa.
Eis os breves perfis dos 2 candidatos:
Seguro chega ao pleito com vantagem. Pesquisa realizada de 29 de janeiro a 2 de fevereiro de 2026 pela Universidade Católica para o jornal Público, para a emissora RTP e para a rádio Antena 1 indica que ele tem 56% contra 25% de Ventura.
A vantagem de Seguro se dá pela transferência de votos dos candidatos eliminados no 1º turno, principalmente dos eleitores de Luís Marques Mendes (centro-direita), mas também dos que apoiaram Henrique Gouveia e Melo (independente) e João Cotrim Figueiredo (Iniciativa Liberal, direita) no 1º turno:
O resultado do 1º turno representou uma vitória para a esquerda, que passa por um momento de desgaste no país europeu, e marcou o fim de pleitos presidenciais decididos ainda no 1º turno. As eleições em Portugal têm o sistema de votação em 2 turnos, mas desde 1986 os resultados sempre se deram na 1ª fase.
Se as pesquisas se confirmarem e Seguro vencer, será a volta da esquerda à Presidência de Portugal. O país europeu não tem um presidente ligado a esse espectro político desde 2006, quando Jorge Sampaio deixou a Presidência, sendo substituído por Aníbal Cavaco Silva.
Com uma comunidade de aproximadamente 500 mil pessoas –número mencionado pelo primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro (Partido Social-Democrata, centro-direita), em março de 2025–, vários brasileiros podem votar nas eleições presidenciais de Portugal. Eis as condições:
Ao contrário do Brasil, o voto não é obrigatório em Portugal.
O vencedor das eleições assume em 9 de março de 2026, substituindo Marcelo Rebelo de Sousa, depois de 10 anos de mandato. Terá à frente do governo um primeiro-ministro de centro-direita, Luís Montenegro, e uma Assembleia da República cuja 2ª maior força é o Chega, partido da direita. Em 6 anos, o Chega passou de 1 para 60 deputados no Parlamento português.
O mandato do presidente de Portugal dura 5 anos, contados a partir da data da tomada de posse. O presidente português pode ser reeleito, mas não pode exercer mais de 2 mandatos consecutivos.
O sistema de governo em Portugal é semipresidencialista. Nesse modelo, o chefe de governo é o primeiro-ministro e o chefe de Estado é o presidente da República. Enquanto nas eleições legislativas, para formar a Assembleia da República, os eleitores votam em partidos, nas presidenciais, as candidaturas são individuais –mas podem, eventualmente, ser apoiadas pelas legendas.
Apesar disso, o presidente português não é um “rei da Inglaterra” e tem funções relevantes, como nomear o primeiro-ministro, promulgar ou vetar leis, convocar referendos, comandar as Forças Armadas e representar o Estado internacionalmente. Além dessas prerrogativas, pode, ainda, demitir o governo, dissolver a Assembleia da República e convocar novas eleições.
Leia mais:


