A Honda CG 160 não é apenas a moto mais vendida do país; ela é a espinha dorsal da mobilidade brasileira. Com relatos de consumo que beiram o inacreditável e uma mecânica que aguenta o tranco diário sem reclamar, esse modelo virou lenda por rodar milhares de quilômetros longe das ferramentas dos mecânicos.
O segredo está na simplicidade do projeto. O motor monocilíndrico de 162,7 cc foi desenhado para ser um tanque de guerra, priorizando a durabilidade das peças móveis em vez de performance explosiva. É comum encontrar motoboys que rodaram mais de 200 mil km sem precisar abrir o motor para retífica.
Além disso, o sistema de injeção eletrônica PGM-FI é extremamente robusto, lidando bem até com combustíveis de qualidade duvidosa, algo comum nos postos brasileiros. A suspensão de longo curso também ajuda, absorvendo a buraqueira das nossas ruas sem transmitir todo o impacto para o chassi.
Modelos de motos que se destacam em 2025 pela economia, durabilidade e baixo custo de uso Honda CG 160 Foto: Divulgação/Honda
É real, mas exige disciplina. Testes técnicos, como os do Instituto Mauá, já registraram médias de 45,9 km/l com gasolina em velocidade constante. No dia a dia caótico da cidade, pilotando de forma mais agressiva, a média tende a ficar entre 35 e 40 km/l, o que ainda é excelente para o bolso.
Para atingir a marca mágica dos 45 km/l, o segredo é manter o giro baixo e usar a inércia da moto, evitando acelerações bruscas. Com o tanque de 16,1 litros, isso garante uma autonomia teórica de mais de 600 km, permitindo que você atravesse estados inteiros com apenas um abastecimento.
Aqui a Honda CG 160 brilha e humilha a concorrência. Como é a moto mais popular do Brasil, você encontra peças de reposição até na padaria da esquina. Um kit de relação ou pastilhas de freio custa uma fração do valor cobrado em motos de outras marcas, e qualquer mecânico sabe consertar de olhos fechados.
A desvalorização também é mínima. Ela funciona quase como um cheque ao portador: se você precisar vender, consegue liquidez imediata com um preço muito próximo do que pagou, protegendo seu patrimônio contra a inflação do mercado.
A principal rival é a Yamaha Factor 150. Veja como elas se enfrentam nos números frios:
| Quesito | Honda CG 160 Titan | Yamaha Factor 150 |
|---|---|---|
| Potência (Etanol) | 15,1 cv | 12,4 cv |
| Torque | 1,54 kgf.m | 1,30 kgf.m |
| Tanque | 16,1 Litros | 15,7 Litros |
| Peso (Seco) | 117 kg | 127 kg |
A CG 160 leva vantagem na relação peso-potência, o que a deixa mais ágil nas saídas de semáforo e retomadas. A Factor, por outro lado, costuma oferecer um acabamento ligeiramente superior, mas perde na facilidade de revenda e na capilaridade de peças.
Moto mais vendida do país recebe novos itens de segurança e preço abaixo de R$ 20 mil – Foto: Honda/Divulgação
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Nem tudo é perfeito no reino da Honda. O modelo é extremamente visado para roubos justamente pela facilidade de venda das peças. Por isso, o seguro pode ser proporcionalmente caro em algumas regiões metropolitanas.
Outro ponto é o acabamento espartano nas versões de entrada (Start), que abrem mão de itens básicos como conta-giros e rodas de liga leve para focar puramente no preço baixo. Mas se o seu objetivo é economia pura e ferramenta de trabalho, esses detalhes viram luxo desnecessário.
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