A Solana passou as últimas sessões sob forte pressão, recuando para patamares não registrados em quase dois anos. A queda acentuada ocorreu após uma fraqueza mais ampla do mercado, empurrando a SOL bem abaixo das zonas de suporte anteriores.
Apesar do recuo, começam a surgir sinais iniciais de estabilização. Padrões anteriores sugerem que a Solana pode estar se preparando para uma recuperação, que eventualmente pode levar o preço de volta à faixa dos US$ 100 e, possivelmente, além desse patamar.
Métricas de avaliação on-chain indicam que a Solana está profundamente subvalorizada. O índice entre valor de mercado e valor realizado caiu para o menor nível registrado nos últimos dois anos e meio. Esse dado aponta que o valor de mercado da SOL está expressivamente abaixo do custo médio das moedas em circulação, refletindo perdas não realizadas entre grande parte dos investidores.
Historicamente, esse cenário representa fases finais de correção, não estágios iniciais de venda. Quando o valor realizado supera o de mercado em tal proporção, a pressão vendedora costuma diminuir. Os investidores passam a evitar sair com prejuízo, criando um ambiente propício para estabilização. Esse desequilíbrio sustenta a perspectiva de que a SOL negocia abaixo do valor considerado justo.
Dados de lucratividade reforçam essa visão. Apenas 21,9% dos endereços de Solana apresentam lucro atualmente, ou seja, cerca de 78,1% dos investidores estão no prejuízo. Esse nível de estresse costuma marcar fundos de mercado, já que valores mais baixos atraem participantes focados em oportunidades.
Em ciclos anteriores, quando a lucratividade caiu próximo ou abaixo de 20%, ocorreram recuperações expressivas. A menor realização de lucros limita a oferta, enquanto preços baixos impulsionam a acumulação. Se a história se repetir, a Solana pode registrar novo interesse à medida que investidores buscam recuperação após níveis bastante descontados.
No momento desta reportagem, a Solana está cotada em torno de US$ 86, posicionando-se acima do nível de retração de Fibonacci de 23,6%. Esse patamar costuma ser chamado de suporte em mercado de baixa. Enquanto a SOL permanecer acima desse ponto, o risco de queda fica mais controlado, aumentando as chances de um repique técnico.
A estabilização atual sugere que a SOL pode estar formando um fundo. Uma eventual recuperação deve depender da melhora nos fluxos de capital. O indicador Chaikin Money Flow mostra elevação, ainda que em território negativo. Essa mudança sinaliza que as saídas de recursos vêm diminuindo, um indício inicial de alívio na pressão de venda.
Uma movimentação consistente acima de US$ 90 colocaria a Solana em trajetória de recuperação rumo aos US$ 100. A confirmação viria caso o preço supere o nível de Fibonacci de 61,8%, próximo aos US$ 105, transformando-o em suporte. Se, no entanto, os fluxos positivos não se concretizarem, o processo pode ser revertido. Uma queda abaixo de US$ 81 poderia abrir espaço para novas perdas, com o SOL podendo chegar a US$ 75 ou até US$ 70.
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