A soja opera em queda na bolsa de Chicago nesta quarta-feira (11), com o contrato para março, o de maior volume negociado, desvalorizando 0,22%, a US$ 11,1875 por bushel.
A Granar atribui o movimento ao relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que indicou o avanço de uma safra recorde no Brasil e previsões de chuva para áreas agrícolas da Argentina.
No mercado de derivados, o farelo de soja com vencimento em março registra alta de 0,03%, a US$ 300,90 por tonelada. Na sessão anterior, o produto havia encerrado com ganhos superiores a 1%.
No relatório do USDA, a produção dos EUA foi mantida em 4,26 bilhões de bushels na temporada 2025/26, volume equivalente a 116 milhões de toneladas.
O Departamento de Agricultura também reconheceu que um eventual acordo comercial entre os Estados Unidos e a China pode resultar em maiores embarques de soja aos chineses, como tem divulgado Donald Trump; possibilidade que ajudou a sustentar as cotações após o anúncio do relatório.
Em análise à CNN, Fernando Henrique Iglesias, do Safras e Mercado, afirma: “o relatório do USDA pode ser considerado de neutro a baixista. O quadro de oferta e demanda dos Estados Unidos não trouxe alterações e os números globais foram negativos para os preços, principalmente com a previsão crescente da safra do Brasil para 180 milhões de toneladas”.
A Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) revisou para cima a estimativa de embarques de soja do Brasil em fevereiro. A nova projeção indica volume de até 12,41 milhões de toneladas, ante 11,42 milhões apontados na semana passada.
A entidade também elevou as previsões para outros itens do complexo soja e para o milho: no farelo de soja, a projeção passou para 1,92 milhão de toneladas, acima das 1,63 milhão indicadas há uma semana.
Já para o trigo, a estimativa subiu para 258.951 toneladas, ante 139,3 mil, enquanto os embarques de milho foram ajustados para 953.217 toneladas, frente às 793 mil estimadas anteriormente.
O line-up, que é a programação de navios prevista para carregar nos portos, indica que entre 8 e 14 de fevereiro devem ser embarcadas 3,37 milhões de toneladas de soja.
A maior parte desse volume está concentrada em Santos, com 1,35 milhão de toneladas. Em seguida aparecem Paranaguá, com 720,7 mil, e Barcarena, com 471,1 mil.
No caso do farelo de soja, a estimativa é de 574.822 toneladas, com destaque para Paranaguá, com 190 mil, e Santos, com 175 mil.
Na semana anterior, foram embarcadas 1,53 milhão de toneladas de soja, 277,6 mil toneladas de farelo e 431,3 mil toneladas de milho.
Os principais volumes de soja saíram pelos portos de Santos, com 552,9 mil toneladas, e Barcarena, com 342,6 mil.
A Anec ressalta que as projeções de fevereiro têm como base o cronograma atual de embarques e podem sofrer alterações de acordo com as condições logísticas e climáticas nos portos.
Além dos preços da soja, o milho também é cotado queda em Chicago. O contrato para março de 2026 recua 0,29%, negociado a US$ 4,2725 por bushel.
De acordo com a Granar, um dos fatores que mantêm o grão volátil é a retração contínua da indústria do etanol, segmento que responde por parte relevante da demanda.
O trigo, por sua vez, operava em alta nesta manhã, com os contratos para março de 2026 valorizando 1,09%, a US$ 5,3375 por bushel.
Para o trigo, Granar atribui o avanço dos preços à busca por oportunidades por parte dos investidores após as quedas recentes.
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