A China estuda investir cerca de US$ 32 bilhões na construção de canais para conectar o interior do país ao Sudeste Asiático por meio de um corredor fluvial de 3.200 km.
O objetivo é estreitar ainda mais as relações dos chineses com a região, que foi o principal destino das importações do país no ano passado. A Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático) foi a maior parceira comercial da China em 2025, com uma balança comercial que superou US$ 1 trilhão.
O projeto chinês consiste na criação de 2 canais. O 1º –avaliado em US$ 10,4 bilhões– é o Canal de Pinglu, que conectará o golfo de Beibu, no extremo sul do país, à cidade de Nanning, capital da região autônoma de Guangxi.
As obras já estão em estado avançado e o canal deve ser inaugurado até o final deste ano. O comprimento do canal é de 134 km, pouco menos do que o dobro do Canal do Panamá (82 km). Será capaz de acomodar embarcações de até 5.000 toneladas.
O 2º projeto é o Canal de Xianggui, uma obra mais complexa e que o governo chinês ainda não bateu o martelo se sairá do papel. O projeto consiste na criação de uma ligação de 300 km –mais de 3 vezes o Canal do Panamá– entre os rios Li e Xiang.
A estimativa é que o projeto demande um investimento de US$ 21,6 bilhões. O valor desencoraja o governo central chinês, mas a abertura do Canal de Pinglu pode motivar Pequim a dar aval ao projeto. As províncias no interior do país que serão beneficiadas pela hidrovia de 3.200 km pressionam pela aprovação.
O que deve definir o destino do projeto é sua inclusão no Plano Quinquenal Nacional 2026-2030, que o governo chinês apresentará em março deste ano. O documento costuma incluir os principais projetos de infraestrutura do país para os próximos 5 anos.
Agência estatal Tass Media noticiou que WhatsApp deverá ser bloqueado permanentemente na Rússia em 2026 BBC News fonte Getty ImagesAgência estatal Tass Med

