Gustavo Pimenta avalia que a demanda pelo metal segue em expansão e que a grande vantagem da companhia é o desenvolvimento do portfólio já existente; ‘Vamos conGustavo Pimenta avalia que a demanda pelo metal segue em expansão e que a grande vantagem da companhia é o desenvolvimento do portfólio já existente; ‘Vamos con

Vale aposta em reserva própria para crescer em cobre. ‘Não precisamos de M&A’, diz CEO

2026/02/14 03:05
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A Vale acredita que está bem posicionada para crescer no mercado de cobre, considerado um importante metal de transição energética, em meio a um movimento intenso de fusões e aquisições (M&As) na indústria minerária global, como o recente negócio entre Anglo American e Teck Resources e as conversas entre Rio Tinto e Glencore.

Na avaliação do CEO da Vale (VALE3) , Gustavo Pimenta, uma possível transação entre Rio Tinto e Glencore não afetaria a competitividade da mineradora brasileira e possivelmente não alteraria o projeto de cobre e níquel em desenvolvimento que a brasileira tem com a Glencore no Canadá.

Pimenta disse que a Vale tem projetos e reservas próprias para crescer no segmento.

“Existe uma corrida de M&As, mas o que está por trás disso é uma busca por mais cobre e nós não precisamos fazer M&A para crescer [no segmento]”, disse o executivo a jornalistas na tarde desta sexta-feira (13).

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Pimenta acrescentou que a prioridade é avançar com o desenvolvimento dos depósitos minerários já existentes. “É aí que vamos conseguir destravar bastante valor. Estamos atentos [às movimentações], discutimos com muita gente as alternativas, mas continuamos desenvolvendo nosso próprio portfólio de projetos.”

Pimenta observou que há cerca de quatro anos, quando o executivo chegou ao grupo, a Vale Base Metals (VBM) tinha muitos desafios operacionais, mas que depois de muito trabalho a empresa conseguiu “virar essa chave”.

“Tem sido uma história operacional positiva. Ainda em progresso, tem mais para tirar dos nossos ativos, mas temos algo muito único. Podemos desenvolver nossos projetos greenfield, o que muitos competidores não têm", disse.

O executivo acrescentou que uma oferta pública inicial de ações (IPO) para a VBM não está descartada, mas esta não é a prioridade. Ele afirma que o foco é operar bem os ativos e crescer a companhia.

“O IPO ou alguma transação de mercado, seja um parceiro, ou uma JV [joint venture], será avaliado, mas o objetivo final é gerar valor. Acreditamos que só vamos conseguir gerar valor se dobrarmos a capacidade de produção de cobre nos próximos anos.”

Baixa contábil

No quarto trimestre de 2025, a mineradora reconheceu uma perda contábil por impairment no valor de US$ 3,5 bilhões referentes aos ativos de níquel da Vale Base Metals no Canadá, decorrente da revisão para baixo das premissas de preço de longo prazo da commodity.

De acordo com Marcelo Bacci, CFO da Vale, alguns dos ativos de níquel que a companhia tem no Canadá são mais desafiadores do ponto de vista de rentabilidade, seja pela idade ou pela quantidade de depletion (degradação) que ocorreu nas operações.

“São ativos que estão sendo minerados há muito tempo e essa revisão nos disse onde devemos continuar investindo e onde não vale a pena. Alguns desses ativos podem ter mais valor na mão de outros investidores e já são alvos de potencial venda”, disse o executivo.

Ele destacou que a companhia segue realizando um trabalho de otimização de parte do portfólio de níquel e, no caso de outros ativos, a visão de longo prazo é continuar investindo. “O impairment é uma questão contábil, não tem uma relação direta com essas negociações."

Segundo Bacci, o mercado de níquel vem sofrendo pressão de preços devido ao excesso de oferta e o resultado do último impairment é reflexo disso.

“Anualmente, precisamos fazer impairment e chegamos à conclusão que precisávamos fazer um ajuste, isso reflete a realidade atual, talvez até de maneira conservadora."

Pimenta disse que em meio à corrida por minerais críticos, a grande contribuição da Vale é crescer nos negócios onde a companhia tem escala e consegue avançar imediatamente, como é o caso do cobre.

“O cobre é o metal da transição energética e a Vale está comprometida em crescer no segmento. Em níquel, já somos o maior produtor ocidental”, afirmou.

Extravasamento de água

Sobre o extravasamento de água com sedimentos ocorrido em janeiro deste ano em Minas Gerais, Pimenta afirmou que a companhia espera que os sites devem estar limpos em duas ou três semanas.

“Vai depender das autoridades federais e locais para restabelecer as operações. Vamos ter que discutir o retorno, mas o foco integral agora é a limpeza.”

Ele acrescentou que as operações afetadas naturalmente têm volumes de produção menores nesse período do ano, devido ao clima chuvoso.

“Sempre temos expectativa de produção menor. A projeção é de que o impacto seja limitado e por isso e não mudamos nosso guidance, vamos ver a melhor forma de retomar essas operações.”

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