O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participa neste sábado (14.fev), às 10h, do Galo da Madrugada, no Recife (PE). O petista acompanhará o maior bloco de Carnaval de rua do país do camarote oficial, ao lado do prefeito João Campos (PSB).
A passagem pela capital pernambucana é a 1ª etapa de um périplo pelos 3 principais polos do Carnaval brasileiro.
Nascido em Caetés, no agreste pernambucano, Lula mantém forte vínculo simbólico com o Estado. A ida ao maior bloco do país se dá em um momento de costura de palanques estaduais. João Campos fez o convite para o Carnaval e Lula escolheu o dia.
Mesmo diante das conversas do petista sobre dar a vice-presidência ao MDB, aliados avaliam que a ida do presidente ao Galo da Madrugada fortalece o PSB. O partido deve liderar o palanque de Lula no Estado, em oposição ao grupo da governadora Raquel Lyra (PSDB) –com quem Lula também mantém boa relação.
Na tarde de 6ª feira (13.fev), Lula e Raquel estiveram juntos na visita à fábrica Aché Laboratórios Farmacêuticos, em Cabo de Santo Agostinho (PE).
No sábado à tarde, Lula segue para Salvador. Ficará no camarote do governo baiano no circuito Campo Grande, com o senador Jaques Wagner (PT) e o ministro Rui Costa (Casa Civil).
No domingo (15.fev), o presidente vai ao Rio. Pela tarde, visita um hospital em Jacarepaguá. À noite, assiste aos desfiles da Marquês de Sapucaí no camarote da prefeitura, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD). Lula não desfila, mas a primeira-dama Janja Lula da Silva será destaque no último carro alegórico da escola Acadêmicos de Niterói, que abre os desfiles do Grupo Especial com o samba-enredo “Do Alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”.
O presidente retorna a Brasília na 2ª feira (16.fev). No dia seguinte, embarca para viagem oficial à Índia e à Coreia do Sul.
O Palácio do Planalto adotou cautela com a participação de autoridades no Carnaval. Ministros foram orientados a não desfilar e ficarem restritos aos camarotes oficiais. Há também a recomendação por parte da Secom (Secretaria de Comunicação Social) para que as autoridades evitem manifestações que possam ser caracterizadas depois como propaganda eleitoral antecipada, como por exemplo, fazer pedido explícito de voto ou veicular conteúdo eleitoral.


