Lucas Pinheiro Braathen pode fazer história na Itália Getty Images, via BBC Nascido na Noruega, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen fez história na Itália Lucas Pinheiro Braathen pode fazer história na Itália Getty Images, via BBC Nascido na Noruega, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen fez história na Itália

Lucas Pinheiro Braathen ganha ouro e faz história ao conquistar 1ª medalha do Brasil na Olimpíada de Inverno

2026/02/14 22:01
Leu 5 min
Lucas Pinheiro Braathen pode fazer história na Itália — Foto: Getty Images, via BBC Lucas Pinheiro Braathen pode fazer história na Itália — Foto: Getty Images, via BBC

Nascido na Noruega, o esquiador Lucas Pinheiro Braathen fez história na Itália neste sábado (14/2) ao conquistar a primeira medalha olímpica de inverno para um país sul-americano.

O atleta chegou a ameaçar se aposentar em 2023, após competir pela Noruega, mas retornou ao esporte em 2025 para representar o Brasil, país de origem de sua mãe.

Braathen levou ouro no slalom gigante, modalidade semelhante ao slalom, na qual ele também compete: uma descida na qual os esquiadores têm de passar através de uma série de pórticos, dispostos num traçado com curvas e arcos estreitos.

No caso do slalom gigante, os pórticos ficam mais distantes entre si e as curvas, maiores, o que exige do esquiador muita técnica e estratégia para traçar o melhor caminho ao longo do trajeto.

Continuar lendo

Ele fez o melhor tempo na primeira descida, de 1 minuto 13 segundos e 92 centésimos, com mais de um segundo de vantagem sobre o segundo colocado. Na segunda e decisiva volta, o atleta foi o último a descer — e conseguiu se manter na liderança.

O atleta de slalom e slalom gigante chegou a anunciar sua aposentadoria em 2023 — Foto: Getty Images via BBC News O atleta de slalom e slalom gigante chegou a anunciar sua aposentadoria em 2023 — Foto: Getty Images via BBC News

No ano passado, Braathen se tornou o primeiro brasileiro a subir ao pódio em uma etapa da Copa do Mundo de Esqui Alpino, garantindo a primeira vitória do país nesta temporada, somando-se às cinco vitórias do atleta pela Noruega.

Carismático, ele afirma que as pessoas não acreditam quando ele diz que representa o Brasil no esqui alpino.

Em uma coletiva de imprensa realizada na Casa Brasil, em Milão, antes da competição, o atleta destacou o peso histórico de representar o país.

"A pressão é muito grande. Represento mais de 200 milhões de pessoas e sou o atleta com a maior chance de trazer uma medalha para casa", disse.

"Mas essa pressão também é um privilégio. É nesse estado que você pode atingir seu potencial máximo", acrescentou.

Braathen foi porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da Olimpíada — Foto: Getty Images via BBC News Braathen foi porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da Olimpíada — Foto: Getty Images via BBC News

Ex-modelo, Braathen foi porta-bandeira da cerimônia de abertura dos jogos olímpicos de Milano Cortina 2026.

Desde outubro de 2024, ele é embaixador da Moncler, marca de luxo ítalo-francesa que vestiu os brasileiros na abertura da Olimpíada em colaboração com o estilista Oskar Metsavaht, da Osklen.

"Os atletas têm tido um papel muito importante, têm entendido o quanto é importante trabalhar a imagem", comentou Marco La Porta, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

"Acho que nunca os Jogo de Inverno foram tão falados no Brasil como dessa vez. Você tem chance de medalha, tem o Lucas que é um garoto super carismático, que trouxe um patrocínio da Moncler."

Um atleta em busca de um lugar

O atleta teve sua trajetória retratada no documentário Do Meu Jeito (disponível na Globoplay), que conta a virada na sua carreira, após ele romper com a federação norueguesa e assumir o compromisso de colocar o Brasil no mapa dos esportes de inverno.

Nascido em Oslo, filho de pai norueguês e mãe brasileira, ele cresceu na Noruega e foi incentivado pelo pai a praticar esqui, segundo perfil do atleta publicado no site da Red Bull.

No documentário, o atleta conta que o divórcio conturbado de seus pais e sua dupla cidadania contribuíram para minar seu senso de lugar no mundo.

"Crescer foi confuso, foi assustador... seu sotaque sempre errado, seu jeito de se vestir errado. Você se torna tão profissional em apresentar seu verdadeiro eu... o resultado é uma perda de identidade. Olho para trás e vejo isso como muita insegurança, muita ansiedade", diz ele a um amigo, no longa metragem.

Braathen lutou para se firmar como esquiador profissional norueguês, mas se sentia deslocado junto à Federação Norueguesa de Esqui.

"Eu me vi numa situação em que estava limitado a exercer minha profissão para atender aos propósitos de outras pessoas, e não aos meus", afirma.

Em meio a uma crise de depressão e após terminar um relacionamento por impulso, anunciou o fim de sua carreira no esporte aos 23 anos, quando era o campeão mundial de slalom.

No centro de sua quase aposentadoria, esteve um embate entre o atleta e a Federação Norueguesa pela exploração de seus direitos de imagem.

A situação escalou após o esquiador ser multado por participar de uma peça publicitária não autorizada pela confederação.

Depois de passar alguns meses no Brasil com a família, ele percebeu que queria voltar ao país, mas do seu jeito. Ligou para o pai e juntos montaram uma equipe especialmente para ele, ainda segundo o perfil publicado pela Red Bull.

Foi assim que Braathen decidiu representar o país natal de sua mãe, o Brasil. E agora pode conquistar a primeira medalha do país na Olimpíada de Inverno.

"O Brasil é uma mistura de várias culturas. Em todo canto do mundo, o brasileiro se sente em casa. A gente leva a ginga pra todo lugar", diz o atleta.

"Quando o Brasil entra no estádio, mesmo que você não seja brasileiro, está torcendo um pouco pra gente."

Lucas Pinheiro Braathen — Foto: Getty Images via BBC News Lucas Pinheiro Braathen — Foto: Getty Images via BBC News
BBC FOOTER NOVO — Foto: BBC BBC FOOTER NOVO — Foto: BBC
Mais recente Próxima Metade dos foliões brasileiros já teve o celular furtado no Carnaval, mostra pesquisa
Oportunidade de mercado
Logo de UMA
Cotação UMA (UMA)
$0.5299
$0.5299$0.5299
+1.82%
USD
Gráfico de preço em tempo real de UMA (UMA)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail service@support.mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.

Você também pode gostar

Botanix lança stBTC para oferecer rendimento nativo do Bitcoin

Botanix lança stBTC para oferecer rendimento nativo do Bitcoin

O post Botanix lança stBTC para oferecer rendimento nativo do Bitcoin apareceu no BitcoinEthereumNews.com. A Botanix Labs lançou o stBTC, um token de staking líquido projetado para transformar o Bitcoin em um ativo gerador de rendimento, redistribuindo taxas de rede diretamente aos utilizadores. O protocolo começará a acumular rendimento ainda esta semana, com seu Genesis Vault programado para abrir em 25 de setembro, limitado a 50 BTC. A iniciativa marca uma das primeiras tentativas de gerar rendimento nativo do Bitcoin sem depender de modelos de tokens inflacionários ou custódiantes centralizados. O stBTC funciona permitindo que os utilizadores depositem Bitcoin no contrato inteligente sem permissão da Botanix, recebendo tokens stBTC que representam sua participação no vault de staking. À medida que as transações ocorrem, 50% das taxas de rede Botanix, pagas em BTC, retornam aos detentores de stBTC. Com o tempo, o valor do stBTC aumenta em relação ao BTC, permitindo que os utilizadores resgatem seu depósito original mais o rendimento. A Botanix estima que os retornos iniciais possam atingir 20-50% anualmente antes de estabilizar em torno de 6-8%, um nível semelhante ao staking em Ethereum, mas totalmente denominado em Bitcoin. A Botanix afirma que auditorias de segurança foram concluídas pela Spearbit e Sigma Prime, e o protocolo é construído no padrão de vault EIP-4626, que também sustenta produtos de staking baseados em Ethereum. A arquitetura Spiderchain da empresa, operada por 16 entidades independentes, incluindo Galaxy, Alchemy e Fireblocks, protege a rede. Se a adoção crescer, a Botanix argumenta que o sistema poderia tornar o Bitcoin um ativo produtivo e componível para finanças descentralizadas, enquanto reforça o consenso da rede. Esta é uma história em desenvolvimento. Este artigo foi gerado com a assistência de IA e revisado pelo editor Jeffrey Albus antes da publicação. Receba as notícias na sua caixa de entrada. Explore os boletins informativos da Blockworks: Fonte: https://blockworks.co/news/botanix-launches-stbtc
Compartilhar
BitcoinEthereumNews2025/09/18 02:37
Análise de Preço da Ripple 2026: Pode o XRP Recuperar os $3?

Análise de Preço da Ripple 2026: Pode o XRP Recuperar os $3?

A análise de preços da Ripple está novamente em destaque enquanto os investidores fazem uma pergunta ousada: pode o XRP recuperar o nível de $3 em 2026? Após meses de momentum irregular e mudanças
Compartilhar
TechFinancials2026/02/14 23:00
Truth Social nộp hồ sơ ETF Bitcoin: canh bạc rủi ro hay bước ngoặt?

Truth Social nộp hồ sơ ETF Bitcoin: canh bạc rủi ro hay bước ngoặt?

Chu kỳ 2025–2026 cho thấy thị trường crypto không còn “đi theo sách giáo khoa” hậu halving, khi dòng tiền ra khỏi Bitcoin ETF có thể khuếch đại các nhịp giảm và
Compartilhar
TintucBitcoin2026/02/14 23:10