Novo relator do caso Master no STF (Supremo Tribunal Federal), o ministro André Mendonça dispensou nesta 5ª feira (19.fev.2026) a ida obrigatória de Daniel Vorcaro ao Congresso. O banqueiro iria prestar depoimento na CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional de Seguro Social) e na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) em 23 e 24 de fevereiro, respectivamente.
Agora, Vorcaro pode decidir se comparece ou não aos colegiados. Caso opte por ir à audiência, o empresário, segundo a medida, poderá permanecer calado para evitar produzir provas contra si.
O ministro também determinou que, caso o empresário decida ir a Brasília, terá de usar um voo comercial ou um avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Voos particulares ou jatinhos estão vetados.
Vorcaro mora em Belo Horizonte e está em prisão domiciliar por determinação da Justiça. Terá de ser escoltado pela PF (Polícia Federal) até a capital federal.
A PF apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master e seus executivos. O caso está no Supremo. A relatoria estava com o ministro Dias Toffoli, que deixou o caso na 5ª feira (12.fev). André Mendonça é o novo relator. A decisão se deu depois que a PF encontrou citações ao magistrado em dispositivos eletrônicos de Vorcaro.
Segundo as investigações, o esquema consistia na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBs (Certificados de Depósito Bancário), que serviam para financiar fundos de investimento dos quais o banco era o único cotista. O MPF (Ministério Público Federal) afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros.


