Senadora afirma que trabalhará por recomendações contra salvaguardas europeias prejudiciais ao agronegócio do BrasilSenadora afirma que trabalhará por recomendações contra salvaguardas europeias prejudiciais ao agronegócio do Brasil

Tereza Cristina será relatora do acordo Mercosul-UE no Senado

2026/02/26 00:38
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A senadora Tereza Cristina (PP-MS), vice-presidente da FPA (Frente Parlamentar da Agropecuária), disse nesta 4ª feira (25.fev.2025) que será a relatora do Acordo Mercosul-UE (União Europeia) no Senado. 

“Recebi o convite para assumir a relatoria. Pensei muito em não aceitar, mas no fim das contas, o trabalho é essencial para garantir que ele seja o melhor possível para nosso Brasil”, afirmou durante fala na inauguração do Instituto Diálogos

Segundo a senadora, o trabalho dela será pela recomendação, no relatório, contra as salvaguardas comerciais que limitam o volume de produtos que o agronegócio, em especial o setor de carne bovina, poderia enviar para os países europeus. 

Em 2019, a senadora esteve em Bruxelas na conclusão das negociações, que depois foram reabertas. Ela considera um avanço a aprovação do acordo. Porém, diz haver questões que ainda devem ser discutidas, já que as novas salvaguardas impostas pelo bloco europeu significam, de acordo com a senadora, “ameaças injustas” ao agronegócio brasileiro. 

MERCOSUL E UE  

A União Europeia aprovou o acordo com o Mercosul em 9 de janeiro, depois de 26 anos de negociações. França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria se opuseram, alegando prejuízos ao setor agrícola de seus países. 

O acordo estabelece a redução de tarifas alfandegárias e facilita o comércio de bens e serviços, além de incluir compromissos em propriedade intelectual, compras públicas e sustentabilidade ambiental.

Com o sinal verde, por maioria qualificada de Estados-membros do bloco, o acordo UE-Mercosul só entrará em vigor depois de aprovação do Parlamento Europeu e dos Congressos sul-americanos.

A União Europeia é o 2º maior parceiro comercial do Mercosul em bens. O acordo criaria um mercado comum com cerca de 718 milhões de pessoas e PIB combinado de US$ 22,4 trilhões.

O Brasil exportou US$ 49,8 bilhões à União Europeia em 2025, uma alta de 3,2% em relação a 2024. As importações somaram US$ 50,3 bilhões no ano passado, com crescimento de 6,4% em 1 ano.

A corrente comercial –soma das exportações e importações– superou US$ 100 bilhões pela 1ª vez na série histórica, iniciada em 1997. O volume subiu 4,8% em relação ao mesmo período do ano passado.

Em 6 de dezembro de 2024, os líderes das duas regiões anunciaram a conclusão das negociações do acordo, que envolve redução de tarifas e cooperação em áreas como propriedade intelectual, regras sanitárias e desenvolvimento sustentável, abrindo caminho para assinatura e futura entrada em vigor. 

Em 2025, líderes europeus, como a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o chanceler alemão, Friedrich Merz, defenderam publicamente os benefícios do acordo. 

O processo enfrentou resistências em alguns países da UE, sobretudo por parte de setores agrícolas e políticos que temem a concorrência de produtos sul-americanos e questionam impactos ambientais e sociais. O Brasil superou os EUA e se tornou o maior produtor de carne bovina e de vitela do mundo em 2025.

Governos como o da França pediram adiamento de votações do tratado no Parlamento Europeu, e debates sobre salvaguardas para proteger agricultores domésticos seguiram em paralelo às tratativas principais..

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