Investigado por homicídios e crimes federais, ele é apontado como líder do mercado ilegal de cigarros no EstadoInvestigado por homicídios e crimes federais, ele é apontado como líder do mercado ilegal de cigarros no Estado

Quem é Adilsinho, alvo da PF e um dos principais contraventores do RJ

2026/02/27 02:34
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Preso nesta 5ª feira (26.fev.2026) em Cabo Frio, na Região dos Lagos, Adilson Coutinho Oliveira Filho, conhecido como Adilsinho, é apontado pelas autoridades como um dos principais nomes da cúpula do jogo do bicho no Rio de Janeiro e o maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados no Estado.

Segundo a PF (Polícia Federal), Adilsinho estava foragido e tinha mandado de prisão preventiva expedido pela Justiça Federal. Ele também era procurado pela Justiça Estadual e é investigado como mandante de homicídios. Contra ele, havia 5 mandados de prisão preventiva: 4 por homicídio e 1 por organização criminosa.

A prisão foi realizada pela FICCO/RJ (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro), em ação conjunta da PF e da Polícia Civil, com apoio do Serviço Aeropolicial. De acordo com a PF, a operação tem como objetivo desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional especializada no comércio ilegal de cigarros, com atuação baseada no domínio territorial, intimidação e uso da violência.

HOMICÍDIOS EM 2022

Os mandados por homicídio se referem a quatro crimes cometidos em 2022. O 1º é o de Marco Antônio Figueiredo Martins, conhecido como Marquinhos Catiri, morto dentro de uma academia. Para a DHC (Delegacia de Homicídios da Capital), a motivação foi a disputa territorial por pontos do jogo do bicho e máquinas caça-níqueis.

Catiri era suspeito de comandar uma milícia e atuava como braço direito de Bernardo Bello, ex-marido de Tamara Garcia, filha do bicheiro Maninho. Na mesma ocasião, Alex Sandro José da Silva, o Sandrinho, também foi morto.

Outra morte atribuída a Adilsinho é a de Fabrício Alves Martins de Oliveira, ligada, segundo investigadores, à máfia do cigarro. Ele foi atacado em um posto de gasolina em Campo Grande. Dois dias depois, Fábio Alamar Leite, sócio de Fabrício, foi morto ao sair do enterro do parceiro, no Cemitério de Inhaúma.

MERCADO ILEGAL DE CIGARROS

Em 5 de fevereiro de 2009, Adilsinho foi acusado pela 1ª vez por integrar a máfia do jogo ilegal no Rio. À época, mantinha bingos clandestinos no RJ, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Amazonas e Rio Grande do Sul. Foi condenado a mais de 3 anos de prisão, mas a pena prescreveu.

Em 2010, fundou o centro esportivo Yasmin, clube de futebol batizado com o nome de sua filha, em sociedade com Ézio, ídolo do Fluminense. Em 2011, a equipe passou a se chamar Clube Atlético da Barra da Tijuca (CABT), que disputa divisões inferiores do Campeonato Carioca. As cores e o escudo do Fluminense viraram marcas recorrentes associadas à atuação de Adilsinho.

Segundo a PF, a partir de 2018, ele entrou no ramo da fabricação e comercialização clandestina de cigarros, reinvestindo recursos do jogo ilegal e replicando o mesmo modelo violento de negócios.

OPERAÇÕES POLICIAIS

Em 24 de junho de 2021, Adilsinho se tornou alvo da Operação Fumus, da PF, que o acusou de chefiar uma quadrilha que comandava a produção e a venda de cigarros ilegais. Nos anos seguintes, foi alvo de novas ações policiais, mas permaneceu foragido até a prisão desta 5ª feira.

Em novembro 2022, a morte de Marquinhos Catiri desencadeou uma guerra pelo controle das ilegalidades ligadas à família Garcia, conflito que terminou com a consolidação da liderança de Adilsinho. Dias depois ele voltou a ser alvo de operação, a Smoke Free, mas não foi localizado. A PF revelou conversas em que Adilsinho citava o desejo de criar uma “nova cúpula” no Rio.

Em abril de 2023, grupos passaram a circular por pontos de jogo da Zona Sul ao Engenho Novo informando que as áreas passariam ao controle da chamada “nova cúpula”.

Em outubro de 2025, a Polícia Civil do Rio deflagrou a operação Banca Suja, que investiga uma organização criminosa que explora jogos de azar on-line e comete fraudes contra apostadores. Ao todo, foram cumpridos 15 mandados de busca e apreensão, além de bloqueios de contas no total de R$ 65 milhões. As ações se deram no Recreio, Zona Sudoeste do Rio, e na Baixada Fluminense.

CARNAVAL

Em março 2024, Adilsinho ampliou sua presença pública ao ser anunciado como patrono do Salgueiro, durante evento na quadra da escola. Em 2025, seu nome chegou a ser citado nos microfones da Marquês de Sapucaí.

Depois das polêmicas envolvendo apurações do carnaval e disputas entre grupos da contravenção, Adilsinho pediu que seu nome fosse desvinculado da escola, segundo relatos de bastidores. A Salgueiro terminou o carnaval de 2026 em 4º lugar.

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