O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, prometeu vingança contra os Estados Unidos em comunicado divulgado pela mídia estatal do país neste domingo (1º.mar.2026). A autoridade iraniana afirmou que o ataque representa “uma declaração de guerra contra os muçulmanos”. Ele disse também que a vingança é “um direito legítimo e um dever”.
Masoud Pezeshkian era um dos alvos do ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel realizado na madrugada de sábado (28.fev.). A ofensiva militar matou o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, e outros 40 integrantes do alto comando, de acordo com o Exército israelense.
Autoridades iranianas anunciaram 40 dias de luto pela morte de Khamenei. Mesquitas passaram a hastear bandeiras vermelhas –símbolo do xiita associado à vingança pelo derramamento de sangue.
Em sua conta no X, o presidente do país persa declarou que “o crime dos criminosos e o martírio dos queridos do Irã não criará qualquer perturbação na determinação do governo da República Islâmica do Irã em cumprir seus deveres e responsabilidades”.
No comunicado aos iranianos, Pezeshkian afirmou que o Conselho de Liderança Interina já iniciou os trabalhos e exercerá as funções de Khamenei até a escolha de um sucessor.
Além de Pezeshkian, integram o conselho Alireza Arafi, integrante do Conselho dos Guardiões, e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei. Alireza Arafi foi escolhido como representante do grupo e, por isso, assume o comando do país interinamente com funções semelhantes às que tinha Khamenei. É esperado que o novo líder supremo do país seja escolhido em 2 dias.
No sábado (28.fev.2026), os EUA e Israel iniciaram uma ofensiva militar contra o Irã. Além de Teerã, capital iraniana, ao menos outras 18 localidades também foram atingidas. O espaço aéreo do Irã foi fechado.
Entre os locais atingidos estão: Teerã, Abyek, Karaj, Tabriz, Urmia, Kermanshah, Lorestan, Qom, Ilam, Khorramabad, Dezful, Shiraz, Bushehr, Bandar Abbas, Minab, Asaluyeh, Konarak, Chabahar e Isfahan.
No anúncio do início da campanha militar, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), afirmou que o objetivo era pôr fim ao programa nuclear do regime persa e atuar em defesa dos norte-americanos. Trump também disse que a “a hora da liberdade” dos iranianos estava próxima.
Mais tarde, Trump e o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu (Likud, direita), confirmaram a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, de 86 anos, em 1 dos ataques realizados na manhã de sábado (28.fev) em Teerã. Posteriormente, o governo iraniano corroborou a informação e decretou 40 dias de luto oficial.
O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.
Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.
No discurso do Estado da União, na 3ª feira (24.fev), Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.
As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.
Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.
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