O governo de Israel determinou na 4ª feira (04.mar.2026) a desocupação de uma área de 850 km² no sul do Líbano. A região vai da fronteira israelense até o rio Litani, situado a 30 km de distância do ponto mais afastado. Cerca de 200 mil libaneses que residem nesse território devem deixar suas casas. A decisão se dá durante o aumento do confronto entre Tel Aviv e o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã.
A sequência de ações militares começou na 2ª feira (02.mar.2026), quando o Hezbollah entrou na guerra iniciada por Estados Unidos e Israel contra o Irã. Em seguida, o governo israelense iniciou uma campanha aérea sobre o território libanês. Na madrugada de 3ª feira (3.mar.2026), o porta-voz militar israelense, Avichay Adraee, listou 50 vilarejos e assentamentos em uma publicação no X, pedindo que os moradores deixassem suas casas.
“As atividades do Hezbollah estão forçando as Forças de Defesa de Israel a agir com firmeza contra ele, e não temos a intenção de prejudicá-los”, afirmou. A ordem determinou que os moradores afetados permanecessem a pelo menos 1.000 metros de seus vilarejos, alertando que qualquer pessoa próxima a instalações do Hezbollah estaria “colocando sua vida em risco”.
O governo de Tel Aviv enviou reforços para a fronteira norte e tropas israelenses entraram nos 5 pontos que o país já ocupava dentro do sul do Líbano. A área evacuada corresponde ao território estabelecido pela resolução 1701 da ONU (Organização das Nações Unidas), medida que buscou encerrar a guerra de 2006 entre Hezbollah e Israel. Após o conflito, Israel retirou-se do território enquanto o Hezbollah permaneceu na região.
Atualmente, o Hezbollah mantém o lançamento de foguetes e drones contra Israel. Na 4ª feira (04.mar.2026), o grupo informou ter alvejado um centro de produção aeroespacial israelense. Na atual guerra, 30 mil dos 5,5 milhões de libaneses já foram atingidos por deslocamento interno.


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