Suspensões atingem rotas para Dubai, Doha, Tel Aviv e outras cidades após ataques dos EUA e de Israel ao IrãSuspensões atingem rotas para Dubai, Doha, Tel Aviv e outras cidades após ataques dos EUA e de Israel ao Irã

Cancelamentos de voos no Oriente Médio seguem nesta 6ª feira

2026/03/06 15:23
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Companhias aéreas de vários países seguem com a suspensão de operações no Oriente Médio nesta 6ª feira (6.mar.2026), depois que os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã.

Segundo o mapa de voos Flightradar24, desde sábado (28.fev), os cancelamentos em 7 grandes aeroportos internacionais da região —Doha, Abu Dhabi, Sharjah, Kuwait e Bahrein— superam 19.000 voos, enquanto a atividade de rotas privadas subiu, principalmente em Muscat (Omã), com crescimento de 31%.

A Etihad Airways informou que retomará a partir desta 6ª feira (6.mar) um cronograma comercial limitado de voos entre Abu Dhabi e vários destinos internacionais. As operações programadas até 19 de março incluem voos para as seguintes cidades: Ahmedabad, Adis Abeba, Amsterdã, Atenas, Atlanta, Bangcoc, Barcelona, Pequim, Bengaluru, Boston, Bruxelas, Cairo, Casablanca, Chiang Mai, Chicago, Colombo, Copenhague, Délhi, Denpasar, Dublin, Düsseldorf, Frankfurt, Genebra, Hanói, Hong Kong, Hyderabad, Islamabad, Istambul, Jacarta, Jeddah, Karachi, Kochi, Calcutá, Kozhikode, Krabi, Kuala Lumpur, Lahore, Londres, Madri, Malé, Manchester, Manila, Medina, Melbourne, Milão, Moscou, Mumbai, Munique, Muscat, Nairóbi, Nova York , Paris, Phnom Penh, Phuket, Praga, Riade, Roma, Seul, Seychelles, Cingapura, São Petersburgo, Sydney, Taipei, Tel Aviv, Thiruvananthapuram, Tóquio, Toronto, Viena, Varsóvia, Washington e Zurique.

A KLM programou um voo especial de repatriação nesta 6ª feira (6.mar) para retirar passageiros retidos na região. A operação partirá de Muscat, com escala no Cairo, e seguirá até o aeroporto de Amsterdã-Schiphol. O voo foi organizado em cooperação com o Ministério das Relações Exteriores da Holanda e tem chegada prevista na manhã de sábado (7.mar).

A Oman Air informou que passou a oferecer conexões alternativas entre Dubai e a Índia por meio de Mascate. A companhia organizou transferências terrestres de Sharjah, nos Emirados Árabes Unidos, até o aeroporto de Mascate, em Omã, para permitir o embarque em voos internacionais. O serviço funciona entre esta 6ª feira (6.mar) e a 3ª feira (10.mar). Faz parte de um esquema criado para manter as conexões com destinos na Ásia durante as restrições no espaço aéreo da região.

Transportadoras de diferentes países anunciaram cancelamentos ou suspensões de rotas. Eis a situação nesta 6ª feira (6.mar):

  • Ethiopian Airlines – A última atualização é da manhã de 2ª feira (2.mar). A empresa confirma que voos de e para Amã, Beirute, Bahrein, Tel Aviv, Doha, Kuwait, Dubai, Sharjah, Abu Dhabi e Damã estão cancelados até novo aviso;
  • Royal Air Maroc – A companhia marroquina publicou na noite de 4ª feira (4.mar) que as rotas entre Casablanca e Dubai desta 6ª feira (6.mar) estão canceladas, além de todos os voos de e para Doha até 15 de março;
  • Turkish Airlines – A empresa mantém a permissão para que clientes com passagens compradas para rotas envolvendo Irã, Iraque, Jordânia, Líbano e Síria antes de 28 de fevereiro de 2026 alterem gratuitamente as datas ou peçam reembolso. A medida vale para voos até 31 de março e pode ser acionada até 10 de maio;
  • Etihad Airways – A empresa confirmou voos para diversas cidades da Ásia, Oceania, Europa e América do Norte a partir de Abu Dhabi a partir desta 6ª feira (6.mar). Todas as outras rotas comerciais estão canceladas, e neste caso, todos os passageiros que compraram as passagens antes do dia 28 de fevereiro com datas até 21 de março podem reagendar ou pedir reembolso até 15 de maio;
  • Emirates Airlines – A companhia informou que seus voos de e para Dubai estão limitados. Pediu que os passageiros só se desloquem ao aeroporto se tiverem recebido notificação. Os clientes podem remarcar voo alternativo até 27 de março ou solicitar reembolso;
  • Qatar Airways – A companhia informou que mantém temporariamente suspensas as operações. A empresa disse que retomará os voos quando as autoridades considerarem seguro reabrir o espaço aéreo do país. Enquanto isso, anunciou voos de apoio a partir de 5ª feira (5.mar), com saídas de Muscat para Londres-Heathrow, Berlim, Copenhague, Madri, Roma e Amsterdã, além de uma operação de Riade para Frankfurt, destinados a retirar passageiros retidos na região;
  • Lufthansa – O grupo informou que suspendeu voos para Dubai, Abu Dhabi e Dammam até 10 de março; para Amã e Erbil até 15 de março; para Tel Aviv até 22 de março; para Beirute até 28 de março; e para Teerã até 30 de abril. A empresa disse ainda que os voos para Larnaca devem ser retomados a partir de 7 de março;
  • Air France – Cancelou rotas até 6ª feira (6.mar) para Riade, até sábado (7.mar) para Dubai, e até domingo (8.mar) para Tel Aviv e Beirute;
  • Wizz Air – A companhia informou na 4ª feira (4.mar) que prorrogou até 15 de março a suspensão de todos os voos de e para Israel, Dubai, Abu Dhabi e Amã. A empresa disse que as rotas entre o Reino Unido e as cidades sauditas de Jeddah e Medina devem ser retomadas a partir de domingo (8.mar), mas a empresa retirou as informações do seu site e não tem atualizações. No X, mantém publicação fixada confirmando cancelamentos apenas até sábado (7.mar);
  • KLM, braço holandês do grupo Air France-KLM – Suspendeu o restante das operações da temporada de inverno (verão no Brasil) de e para Tel Aviv desde domingo (1º.mar). Também interrompeu rotas envolvendo Damã, Dubai e Riade até domingo (8.mar); A companhia programou um voo especial de repatriação de Muscat, com escala no Cairo, para Amsterdã nesta 6ª feira (6.mar);
  • Oman Air – Informou que suspendeu todos os voos para Amã, Dubai, Bahrein, Doha, Damã, Kuwait, Copenhague e Bagdá até domingo (8.mar); a companhia passou a oferecer transferências de ônibus de Sharjah para Muscat entre esta 6ª feira (6.mar) e 3ª feira (10.mar), permitindo conexões aéreas para destinos como a Índia;
  • Japan Airlines – Suspendeu voos entre Tóquio e Doha até 15 de março;
  • Iberia – A empresa espanhola anunciou o cancelamento das rotas para Doha e Tel Aviv até 15 de março;
  • Air Europa – A companhia espanhola cancelou os voos entre Madri e Tel Aviv até a 2ª feira (9.mar), e possibilitou aos clientes alterarem datas para passagens compradas até 15 de março;
  • Malaysia Airlines – A empresa da Malásia cancelou todos os voos de e para Doha até sábado (7.mar), e as rotas para Jeddah e Medina estão suspensas até domingo (8.mar);
  • British Airways – A empresa britânica anunciou que está impossibilitada de operar voos para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai e Tel Aviv, e informou que passageiros com passagens até 15 de março podem alterar as rotas até 29 de março. A companhia informou que abriu 4 voos de Muscat para Londres de 5ª feira (5.mar) a domingo (8.mar), todos já esgotados;
  • American Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Abu Dhabi, Amã, Bahrein, Doha, Dubai, Larnaca e Tel Aviv podem alterar a viagem sem taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 5 de março, com embarque previsto entre 28 de fevereiro e 15 de março. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
  • United Airlines – A companhia informou que passageiros com voos de e para Dubai ou Tel Aviv podem alterar a viagem sem cobrança de taxa de remarcação. A medida vale para bilhetes comprados até 28 de fevereiro, com embarque previsto de 8 a 31 de março. Clientes também têm a opção de cancelar a passagem e solicitar reembolso;
  • Delta Airlines – A empresa informou que cancelou os voos entre Nova York (JFK) e Tel Aviv até 22 de março e no sentido inverso até 23 de março, por causa do conflito na região. Passageiros afetados podem remarcar a viagem sem taxa ou cancelar a passagem e solicitar reembolso. A empresa também divulgou um travel waiver que flexibiliza alterações em voos para ou por Tel Aviv até 31 de março.

ESCALADA NA TENSÃO

O ataque dos EUA ao Irã foi realizado depois de semanas de tensão entre os 2 países. Em 19 de fevereiro, Trump afirmou que, em até 10 dias, saberia se deveria dar “um passo adiante” em relação a um ataque contra o país persa.

Depois, o republicano declarou que todos, incluindo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, Dan Caine, consideram que uma eventual guerra contra o Irã resultaria em uma “vitória fácil” dos norte-americanos.

No discurso do Estado da União, em 24 de fevereiro, Trump disse que os EUA ainda não tinham ouvido o Irã pronunciar “aquelas palavras mágicas: ‘nunca teremos uma arma nuclear’”. No pronunciamento, o presidente norte-americano afirmou que o regime persa “já desenvolveu mísseis que podem ameaçar a Europa e as nossas bases no exterior, e está trabalhando para construir mísseis que, em breve, chegarão aos EUA”.

As declarações de Trump foram feitas enquanto o país realizava conversas diplomáticas com o Irã, que não resultaram em acordo.

Uma autoridade sênior do Irã disse à Reuters que o país estaria disposto a fazer concessões aos EUA se os norte-americanos reconhecessem o seu direito de enriquecer urânio para fins pacíficos e suspendessem as sanções econômicas.


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