Petróleo. Foto: iStock
O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira, 9, perto dos US$ 100 por barril, com a guerra no Oriente Médio intensificando as pressões na oferta da commodity à medida que países da região começam a reduzir sua produção. Os preços se afastaram dos maiores níveis desde 2022, após relatos de que ministros de Energia do G7 estudam medidas para estabilizar o mercado energético.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,3% (US$ 3,87), a US$ 94,77 barril.
Já o Brent para maio subiu 6,8% (US$ 6,27), a US$ 98,96 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Nas máximas da sessão, os barris do WTI e do Brent chegaram aos US$ 119, maior nível desde junho de 2022, depois que países árabes do Golfo reduziram a produção devido ao fechamento do Estreito de Ormuz por ameaças iranianas.
Os preços arrefeceram alta após os ministros de Finanças do G7 sinalizarem disposição em liberar suas reservas para controlar a disparada da commodity, em reunião com a Agência Internacional de Energia (AIE).
Analista do Prices Futures Group, Phil Flynn observa que três países do G7, incluindo os Estados Unidos, apoiam o plano, com autoridades americanas sugerindo a liberação de 300 a 400 milhões de barris. “As nações do G7 possuem 1,2 bilhão de barris em reserva, e os preços do petróleo caíram para abaixo de US$ 100 por barril após essa notícia”, explica.
Pouco depois do petróleo superar US$ 100 na abertura do mercado no domingo à noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escreveu na Truth Social que a alta “de curto prazo nos preços do petróleo” seria “um preço muito pequeno a pagar” para eliminar a ameaça nuclear do Irã. Segundo a mídia, o governo norte-americano avalia uma série de opções, incluindo intervir nos mercados de futuros.
Enquanto isso, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, afirmou que não há espaço para discutir um cessar-fogo enquanto os ataques militares dos Estados Unidos e de Israel prosseguirem. O governo em Teerã também afirmou que os preços do petróleo podem chegar aos US$ 200 por barril com a continuidade do conflito.
Com Estadão Conteúdo


