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Energia nuclear volta ao radar global; veja como investir no setor

2026/03/16 19:04
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Energia nuclear volta ao radar global; veja como investir no setor

A energia nuclear voltou a ganhar destaque no debate global, com a União Europeia anunciando,na semana passada (10), novos esforços para impulsionar o desenvolvimento do segmento. Diante disso, o assunto também passa a pautar os investidores, que antecipam uma possível valorização do setor, e a seguir você confere formas de expor seu portfólio a essa tese.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o bloco reservará 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,2 bilhão) para apoiar tecnologias nucleares inovadoras.

O anúncio foi feito durante uma cúpula realizada em Paris, organizada pela França e pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que busca relançar o uso da energia nuclear na geração de eletricidade.

Segundo Von der Leyen, reduzir o papel da energia nuclear na matriz energética europeia nas últimas décadas foi um equívoco estratégico.

Assim, após anos em segundo plano, a energia nuclear volta a ganhar espaço no debate global. A combinação de metas de descarbonização, aumento estrutural da demanda por eletricidade e necessidade de fontes estáveis de geração recolocou o setor no radar de governos e investidores.

Segundo o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, cerca de 40 países já demonstraram interesse concreto em desenvolver projetos nucleares, entre eles Argentina e África do Sul.

Novas tecnologias impulsionam o setor

De acordo com a Investo, a nova fase do setor nuclear é marcada não apenas pelo aumento da demanda, mas também por avanços tecnológicos.

Segundo a gestora, além das usinas tradicionais, vêm ganhando espaço os small modular reactors (SMRs), reatores nucleares menores e modulares que podem ser instalados com maior rapidez e flexibilidade.

Essas estruturas surgem como alternativa para fornecer energia estável para data centers, indústrias intensivas em consumo elétrico e até instalações militares, reforçando o caráter estratégico da fonte nuclear.

Ao mesmo tempo, a cadeia do setor vai muito além da geração de energia. Ela envolve atividades como mineração de urânio, enriquecimento do combustível nuclear, engenharia, construção e desenvolvimento de tecnologias avançadas.

Segundo a Investo, esse ecossistema global pode se beneficiar caso a expansão da energia nuclear se consolide ao longo da próxima década.

O mercado, aliás, já começou a precificar esse movimento. Nos últimos 12 meses, índices globais de empresas ligadas ao setor acumularam alta próxima de 90% em dólar, refletindo a mudança de percepção e o aumento do interesse estrutural pelo tema.

Como investir em energia nuclear

Para investidores interessados na tese, existem diferentes formas de investir em energia nuclear, incluindo:

  • ações de mineradoras de urânio
  • empresas que operam usinas nucleares
  • companhias envolvidas na engenharia e tecnologia nuclear
  • ETFs temáticos que reúnem diversas empresas da cadeia

Os ETFs têm ganhado popularidade por permitirem exposição ao setor de forma diversificada, reduzindo o risco de concentração em uma única empresa.

ETF permite investir em urânio e energia nuclear pela B3

Entre as alternativas disponíveis para investidores brasileiros está o NUCL11, ETF da Investo negociado na B3 que oferece exposição ao setor global de urânio e energia nuclear.

O fundo replica o desempenho do VanEck Uranium and Nuclear ETF (NLR), listado na bolsa americana NYSE Arca e que possui cerca de US$ 4,9 bilhões sob gestão.

O ETF acompanha o índice MVIS Global Uranium & Nuclear Energy Index, que reúne 28 empresas ligadas à cadeia do setor nuclear, incluindo mineração de urânio, geração de energia e desenvolvimento de tecnologia.

Entre as características do fundo estão:

  • exposição a toda a cadeia do setor, da mineração à geração de energia
  • portfólio diversificado, com quase 30 empresas globais
  • exposição cambial ao dólar

O ETF possui taxa global de 0,60% ao ano e patrimônio líquido de cerca de R$ 38,5 milhões.

Nos últimos períodos, o desempenho do fundo refletiu o crescimento do interesse global pelo setor. Até o final de fevereiro, o NUCL11 acumulava valorização de:

  • 21,6% em seis meses
  • 66,6% em 12 meses
  • 110,4% em 24 meses

Assim, para investidores interessados na tese de expansão da energia nuclear, o NUCL11 oferece uma forma de acessar diversas empresas globais do setor em um único ativo, reduzindo o risco de concentração em apenas uma companhia.

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