O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão de sexta-feira (13) em queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, pressionado peO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão de sexta-feira (13) em queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, pressionado pe

Morning Call: Guerra contra o Irã chega à 3ª semana; Petróleo é negociado acima de US$ 100

2026/03/16 20:40
Leu 9 min
Para enviar feedbacks ou expressar preocupações a respeito deste conteúdo, contate-nos em crypto.news@mexc.com

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão de sexta-feira (13) em queda de 0,91%, aos 177.653,31 pontos, pressionado pela cautela dos investidores diante da escalada das tensões no Oriente Médio com ameaças do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de ampliar ataques ao Irã.

No cenário doméstico, o fator que pressionou o desempenho foi o anúncio de reajuste no preço do diesel pela Petrobras. A estatal informou aumento de 11,6% no valor do combustível nas refinarias, equivalente a R$ 0,38 por litro, elevando o preço para R$ 3,65 por litro a partir deste sábado (14).

Segundo a presidente da companhia, Magda Chambriard, a decisão seguiu os critérios da política de preços da empresa, mesmo em um cenário de forte volatilidade do petróleo, sem interferência do governo no processo de definição do reajuste.

Os papéis de maior peso no índice também contribuíram para o baixo desempenho, as ações da Petrobras registraram queda de 0,54% (ON) e de 0,73% (PN) apesar da alta do petróleo no exterior. As ações da Vale recuaram 1,19%, também apesar da alta do minério de ferro no mercado chinês.

O setor financeiro também operou no vermelho: os papéis do Bradesco tiveram queda de até 2,06%, enquanto o Banco do Brasil recuou 1,73% e as ações do BTG Pactual caíram 1,76%.

Entre as poucas altas do dia estiveram SLC Agrícola, com avanço de 2,51%, seguida por BB Seguridade, que subiu 1,98%. Já entre as maiores quedas do pregão, destaque para Braskem, que despencou 6,97%.

No câmbio, o dólar fechou o dia em alta de 1,41% frente ao real, cotado R$ 5,31, em meio ao aumento da aversão ao risco global.

  • Seu dinheiro pode render mais! Receba um plano de investimentos gratuito, criado sob medida para você. [Acesse agora!]

No cenário internacional, o conflito no Oriente Médio entra na terceira semana sem sinais de avanço diplomático e com risco crescente de escalada militar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã com novos ataques nos próximos dias, afastando as expectativas de um desfecho rápido para a guerra.

Segundo estimativas do Pentágono, a operação militar ainda pode durar entre quatro e seis semanas. A perspectiva de um confronto mais prolongado mantém o petróleo acima dos US$ 100 por barril e amplia a pressão sobre a inflação global justamente na semana em que diversas autoridades monetárias se reúnem para os definir juros.

O agravamento do cenário geopolítico aumenta os riscos inflacionários e pode levar bancos centrais a adotarem posturas mais cautelosas. Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) também se reúne nesta super quarta. A expectativa de início do ciclo de cortes de juros, que antes era projetada para junho, já começa a ser empurrada para o quarto trimestre.

Outras autoridades monetárias relevantes, como o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE), o Banco do Japão (BoJ) e o Banco Popular da China (PBoC), também podem adotar orientações mais duras (“hawkish”) diante da alta do petróleo.

No Brasil, o aumento do risco inflacionário global já começa a afetar as apostas para a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a taxa Selic, que também será divulgada na quarta-feira.

Até poucos dias atrás, o mercado estava praticamente convencido de que o Banco Central (BC) iniciaria o ciclo de flexibilização monetária com um corte de 0,5 ponto percentual. Agora, cresce a possibilidade de um ajuste mais moderado, ou até mesmo de uma pausa.

Na última sexta-feira (13), dois grandes bancos revisaram suas projeções para a Selic. O Itaú Unibanco reduziu sua estimativa de corte inicial de 0,5 ponto para 0,25 ponto percentual, citando a incerteza gerada pela disparada do petróleo. Além disso, o banco avalia que o Copom deve deixar claro que está pronto para interromper qualquer flexibilização caso os choques inflacionários se mostrem mais persistentes ou intensos do que o previsto.

O BNP Paribas também revisou seu cenário e passou a projetar um corte de apenas 0,25 ponto. Entre os fatores citados estão a inflação ainda elevada no setor de serviços e um mercado de trabalho que segue resiliente.

A escalada recente do petróleo também levou o UBS BB a revisar suas projeções para a inflação brasileira. O banco elevou a estimativa do IPCA de 2026 de 3,5% para 3,7%, após a surpresa com o índice de fevereiro, que subiu 0,70%.

Segundo os cálculos da instituição, o diesel tem peso relativamente pequeno no IPCA, o que limita o impacto direto das medidas anunciadas pelo governo para conter o preço do combustível.

O reajuste do diesel anunciado pela Petrobras na sexta-feira também deve ter efeito marginal sobre o índice. Ainda assim, o banco destaca que uma eventual alta de cerca de 10% no preço da gasolina poderia adicionar até 0,30 ponto percentual à inflação.

  • Está com dúvidas sobre suas finanças? Fale agora com a Clara, a assistente virtual do Monitor do Mercado. Iniciar conversa

Manchetes desta manhã

  • Mercado espera início de cortes na Selic, mas se divide sobre magnitude (Valor)
  • Quase 25% das empresas não conseguem gerar caixa suficiente para pagar os juros de suas dívidas (Estadão)
  • Economistas aumentam previsão da inflação ao maior patamar no ano e esperam corte menor da Selic (Folha)
  • Após caso Master, BC avalia fazer ajuste na supervisão de instituições financeiras (O Globo)

Mercado global

As Bolsas da Europa buscam recuperação, pressionadas pela guerra no Oriente Médio, que entra na terceira semana.

Investidores acompanham a alta do petróleo com interrupções no Estreito de Ormuz e os riscos de pressão sobre a inflação global.

Na Ásia, os mercados encerraram o pregão desta segunda-feira sem direção única, com o petróleo acima de US$ 100, impulsionado por ataques próximos ao Estreito de Ormuz em meio à guerra no Oriente Médio.

Investidores também repercutiram dados mais fortes da China no início do ano, mas mantiveram cautela diante dos riscos geopolíticos globais.

Em Nova York, os índices futuros avançam enquanto o petróleo reduz parte dos ganhos iniciais. Nos bastidores dos preços do petróleo, Donald Trump pressionou outros países a ajudar na reabertura do Estreito de Ormuz e disse que os EUA negociam com o Irã.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: +0,65%
  • FTSE 100: +0,43%
  • CAC 40: +0,03%
  • Nikkei 225: -0,13%
  • Hang Seng: +1,45%
  • Shanghai SE Comp: -0,26%
  • Ouro (abr): -1,42%, a US$ 4.990 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): -0,14%, aos 100,217 pontos
  • Bitcoin: +2,56% a US$ 73.349,00
  • Investir em café com estratégia profissional é possível — saiba como ativar o Copy Invest do Portal das Commodities.

Commodities

  • Petróleo: os preços perderam parte da alta inicial, mas o Brent permanece acima de US$ 100 por barril. O movimento ocorre em meio às ameaças de Donald Trump de atacar a infraestrutura de exportação do Irã na Ilha de Kharg após bombardeio a alvos militares no local.
    O Brent/maio recua 0,18%, cotado a US$ 102,95 e o WTI/abril cai 0,86%, a US$ 96,01.
  • Minério de ferro: fechou em queda de 0,74% na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$117,25/ton. Em Singapura, o contrato para abril registrou perda de 0,19%, a US$107,5/ton.
    Os preços recuam em relação às máximas de dois meses com a flexibilização temporária da China à proibição de um produto da BHP até a próxima semana. Dados mais fracos da produção de aço e do setor imobiliário chinês também pressionaram o sentimento do mercado.

Cenário internacional

Nos EUA, além da decisão de política monetária, investidores aguardam a divulgação do índice de produção industrial, que pode oferecer novos sinais sobre o ritmo de atividade da economia americana.

No campo geopolítico, as atenções seguem voltadas para o Oriente Médio e para os riscos ao fluxo global de petróleo. Donald Trump, pediu neste domingo que países como China, França, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido enviem navios de guerra para garantir a segurança do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes para o transporte de petróleo no mundo. Até o momento, porém, nenhum dos países consultados sinalizou apoio à iniciativa.

Em paralelo, Japão e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação para lidar com possíveis interrupções no fornecimento de materiais considerados críticos para a indústria.

Em entrevista à CNBC, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou que qualquer ação para conter os preços da commodity dependerá da duração do conflito. Ele descartou, por ora, uma intervenção direta nos mercados de petróleo, mesmo diante de um déficit global estimado entre 10 milhões e 14 milhões de barris.

Bessent também afirmou que os Estados Unidos têm permitido a passagem de petroleiros iranianos pelo Estreito de Ormuz, um dos principais corredores de transporte de petróleo do mundo. Segundo ele, Washington acredita que haverá uma “abertura natural” por parte do Irã e, neste momento, a prioridade é garantir o abastecimento global.

Cenário nacional

No Brasil, o destaque da agenda econômica desta segunda-feira é a divulgação do IBC-Br de janeiro pelo Banco Central do Brasil, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), que aumentou 0,8% em janeiro, abaixo do esperado.

No campo político, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, deve deixar o cargo ainda nesta semana para lançar sua pré-candidatura ao governo de São Paulo. A expectativa é que o atual secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, assuma o comando do ministério.

Também nesta segunda-feira, a Receita Federal realiza uma coletiva de imprensa, às 10h, para anunciar as regras do Imposto de Renda de 2026.

No mercado de renda fixa, o Tesouro Nacional informou nesta manhã que cancelou os leilões de títulos prefixados e de NTN-B previstos para esta semana.

A instituição manterá apenas a oferta de Letras Financeiras do Tesouro (LFTs) no leilão programado para terça-feira (17) e anunciou operações de compra e venda de títulos públicos no mercado secundário.

  • Os bastidores do mercado direto no seu e-mail! Assine grátis e receba análises que fazem a diferença no seu bolso.

Destaques do mercado corporativo

  • Telefônica Brasil: aprovou pagamento de R$ 200 milhões em juros sobre capital próprio, equivalente a R$ 0,05163 por ação líquida.
  • Gerdau: alertou em documento regulatório que conflitos geopolíticos podem afetar a demanda por aço e elevar custos de energia.
  • Sabesp / EMAE: a Sabesp ampliou participação na EMAE para 79,31% do capital total e 98,07% do capital votante.
  • Iguatemi: concluiu a venda de participações minoritárias em quatro shoppings ao fundo XP Malls por R$ 372 milhões.
  • Oncoclínicas: firmou acordo não vinculante com a Porto para criação de uma nova empresa de clínicas com aporte de R$ 500 milhões.
  • Banco BMG: aprovou oferta pública de letras financeiras de até R$ 300 milhões para alongar o perfil da dívida.
  • C6 Bank: recebeu seu primeiro rating da Moody’s (Ba3, perspectiva estável) para depósitos de longo prazo.

O post Morning Call: Guerra contra o Irã chega à 3ª semana; Petróleo é negociado acima de US$ 100 apareceu primeiro em Monitor do Mercado.

Oportunidade de mercado
Logo de B3 Base
Cotação B3 Base (B3)
$0.000394
$0.000394$0.000394
+2.33%
USD
Gráfico de preço em tempo real de B3 Base (B3)
Isenção de responsabilidade: Os artigos republicados neste site são provenientes de plataformas públicas e são fornecidos apenas para fins informativos. Eles não refletem necessariamente a opinião da MEXC. Todos os direitos permanecem com os autores originais. Se você acredita que algum conteúdo infringe direitos de terceiros, entre em contato pelo e-mail crypto.news@mexc.com para solicitar a remoção. A MEXC não oferece garantias quanto à precisão, integridade ou atualidade das informações e não se responsabiliza por quaisquer ações tomadas com base no conteúdo fornecido. O conteúdo não constitui aconselhamento financeiro, jurídico ou profissional, nem deve ser considerado uma recomendação ou endosso por parte da MEXC.