Jeans baggy, jaquetas de couro sintético, moletons oversized e peças que viralizam no TikTok antes de chegar às lojas. Esses são alguns elementos do estilo da Bershka, marca da dona da Zara, que abrirá sua primeira loja no Brasil no MorumbiShopping na próxima quarta-feira (18).
A data da abertura foi confirmada no dia 11 de março e marca um movimento do grupo espanhol Inditex para se expandir nas Américas.
Em teleconferência de resultados, o CFO do grupo espanhol Inditex, Andrés Sánchez, afirmou que o Brasil está na lista de prioridades de expansões para 2026, ao lado dos Estados Unidos.
Além de São Paulo, Miami, Nova York, Dinamarca e Noruega também estão no radar de aberturas de lojas da empresa, segundo ele.
Leia mais: Bershka chegará ao Brasil com loja com mil metros quadrados no Morumbi Shopping
A Bershka é uma das marcas que encabeçam a estratégia do grupo nas Américas. A operação americana mais que dobrou de tamanho desde 2019, parte de um crescimento de 65% nas vendas globais do grupo no mesmo período.
No Brasil, a iniciativa começa com uma loja de mil metros quadrados no shopping da zona sul de São Paulo, em um investimento de R$ 233 milhões.
A escolha segue o padrão histórico do grupo: entrar por centros comerciais de alto fluxo e público de maior poder aquisitivo. Foi assim com a Zara em 1999, também no MorumbiShopping.
A nova loja da marca focará em três linhas: feminina, masculina e a BSK teen, voltada ao público adolescente. A marca foi criada em 1998 e nos últimos anos tem crescido com apelo entre a Geração Z.
Além da Bershka, a Massimo Dutti, marca premium do mesmo portfólio da Inditex, também está prevista para chegar ao país em 2026.
A chegada da marca ao Brasil ocorre em um momento de intensa competição no varejo de moda, impulsionada pela entrada da H&M no país e também pelo avanço de lojas online asiáticas, como a Shein.
A H&M inaugurou quatro unidades no Brasil (Iguatemi Faria Lima, Morumbi Shopping, Shopping Analia Franco e Parque Dom Pedro, em Campinas) em 2025 e são aguardadas mais quatro aberturas em 2026: uma em Sorocaba, no interior de São Paulo, duas no Rio de Janeiro e duas em Porto Alegre.
Analistas têm visto com bons olhos a atual fase do grupo espanhol. Após a divulgação de resultados, o Citi publicou relatório mantendo recomendação de compra para as ações da Inditex, com preço-alvo de € 61 (cerca de R$ 370) e potencial de retorno total próximo a 20%.
Para os analistas do banco, o grupo é “um operador de primeira linha” e a expansão nas Américas figura entre os principais motores de crescimento.
“Vemos isso como um ponto de entrada atraente”, segundo o relatório dos analistas do Citi.
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