José Carlos Hauly afirma que Brasil é autossuficiente em petróleo e critica alta de preços apesar da produção nacionalJosé Carlos Hauly afirma que Brasil é autossuficiente em petróleo e critica alta de preços apesar da produção nacional

Deputado diz que Petrobras precisa segurar preços dos combustíveis

2026/03/17 01:22
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O deputado José Carlos Hauly (Podemos-PR) criticou nesta 2ª feira (16.mar.2026) a política de preços da Petrobras e afirmou que o governo poderia evitar aumentos nos combustíveis no mercado interno. Segundo ele, o Brasil produz mais petróleo do que consome e, por isso, não deveria seguir as oscilações do mercado internacional.

“O Brasil produz cerca de 50% a mais do que consome e exporta o excedente. Não faz sentido o brasileiro pagar combustível como se dependesse do petróleo do Oriente Médio. Isso mostra que o governo não sabe trabalhar com o poder que tem, ele não sabe, ele é inepto”, disse Hauly ao Poder360.

Na 6ª feira (13.mar) a estatal anunciou aumento de R$ 0,38 por litro de diesel para as distribuidoras. O anúncio veio um dia depois de o governo federal anunciar um pacote de R$ 30 bilhões para amenizar a alta do preço do petróleo.   

A produção de petróleo do Brasil cresceu 13,3% em 2025, com média diária de 4,9 milhões de barris. Segundo o portal WorldoMeters, o consumo anual do Brasil em 2024 foi de 3,2 milhões de barris por dia. Para ele, isso mostra que o Brasil é autossuficiente e daria margem para a estatal manter preços mais baixos no mercado interno.

Hauly afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem “ingerência” sobre a política energética. Segundo o congressista, como a Petrobras é controlada pela União, o Executivo teria condições de orientar a companhia a evitar reajustes.

“Se a empresa é estatal e a direção é indicada pelo governo, não há razão para seguir automaticamente o mercado internacional. Eu não falo em intervenção, é só a Petrobras não aumentar, ele tem uma gordura imensa”, afirmou.

Este jornal digital procurou a Petrobras e a Secom (Secretaria de Comunicação Social) do governo federal, por e-mail. Não houve resposta até a publicação deste texto, que será atualizado caso haja. 

Mesmo assim, integrantes do governo federal têm afirmado que a política de preços da estatal não sofre qualquer tipo de influência do governo federal. A política de preços da Petrobras é um tema sensível para o governo federal porque os combustíveis têm peso relevante na inflação e, como consequência, na avaliação do líder do Executivo.

Eventuais reajustes podem influenciar indicadores como o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), utilizado como referência para a meta de inflação do país.

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