O mercado de Bitcoin pode estar entrando em uma nova fase de recuperação.
Dados on-chain e sinais macro indicam menor pressão de venda e possível início de uma nova tendência de alta.
Um dos sinais mais claros vem do fluxo de moedas para corretoras, dados recentes mostram queda acentuada nas entradas de Bitcoin em exchanges, especialmente na Binance.
Quando menos moedas chegam às plataformas de negociação, a pressão de venda tende a cair. Portanto, o mercado passa a contar com menor oferta disponível no curto prazo.
Fluxo de Bitcoin de baleias para exchanges – Fonte: CryptoQuant.
Além disso, muitos investidores optam por manter seus ativos em carteiras próprias. Esse comportamento costuma indicar estratégia de longo prazo, não venda imediata.
Ao mesmo tempo, a emissão de stablecoins e as compras via ETFs voltaram a crescer. Por isso, analistas observam sinais de nova liquidez entrando no mercado enquanto a oferta disponível diminui.
Outro indicador relevante é o chamado Exchange Whale Ratio, que mede a participação de grandes investidores nas transações das exchanges.
O indicador atingiu o maior nível em seis anos, isso significa que baleias dominam uma parcela crescente da atividade do mercado.
Exchange BTC Whale Ratio – Fonte: CryptoQuant
Historicamente, esse comportamento aparece perto de momentos importantes do ciclo, muitas vezes, grandes investidores começam a se posicionar antes de movimentos mais amplos de alta.
O analista conhecido como CW8900 destacou essa relação entre o indicador e mudanças de tendência.
Entretanto, o indicador não oferece leitura única. Em alguns casos, ele também pode sinalizar preparação para vendas futuras caso os preços subam rapidamente.
O comportamento recente dos mercados reforça essa mudança de dinâmica, na última semana, o Bitcoin avançou cerca de 7%, enquanto o ouro registrou leve queda.
Essa divergência pode indicar rotação de capital entre ativos considerados reserva de valor.
Em períodos de incerteza econômica, investidores costumam migrar recursos entre ouro, dólar e ativos digitais. Portanto, o movimento recente sugere que parte do capital pode estar voltando para o Bitcoin.
Além disso, tensões macroeconômicas continuam presentes. O preço do combustível marítimo, por exemplo, atingiu cerca de US$ 140 por barril em Singapura, alta de 146% no ano.
Mesmo nesse cenário de pressão global, o Bitcoin manteve trajetória de alta. Isso reforça a narrativa do ativo como alternativa financeira em períodos de instabilidade.
No conjunto, os indicadores apontam para um mercado mais equilibrado, a oferta diminui, a liquidez cresce e grandes investidores ampliam participação. Se essa combinação persistir, o Bitcoin pode ganhar força para sustentar um novo ciclo de valorização.
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