O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou a sessão desta segunda-feira (16) em forte alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos, impuO Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou a sessão desta segunda-feira (16) em forte alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos, impu

Morning Call: Petróleo volta a subir e aumenta percepção de risco global às vésperas de decisão sobre os juros

2026/03/17 20:32
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou a sessão desta segunda-feira (16) em forte alta de 1,25%, aos 179.875,44 pontos, impulsionado pela desaceleração do risco global atrelado ao conflito no Oriente Médio, que havia levado os preços do petróleo a US$ 120 por barril na semana passada.

Com a percepção de menor risco, o petróleo perdeu força, contribuindo para a valorização do real e melhorando o apetite por ativos de risco. Nesse contexto, o diretor-executivo da Agência Internacional de Energia (AIE), Fatih Birol, indicou que os países membros da entidade estão prontos para ampliar a oferta global de petróleo, caso o mercado exija.

No cenário doméstico, investidores adotaram postura mais cautelosa antes da super quarta, quando o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciará sua decisão sobre a taxa básica de juros. A expectativa predominante no mercado é de um corte de 0,25 ponto percentual ou estabilidade da taxa Selic.

Entre os destaques do pregão, as ações da Petrobras avançaram, acompanhando a dinâmica do petróleo que promoveu ganhos de 1,50% (ON) e 2,04% (PN). Já a Vale registrou fechou em alta de 0,69%.

No setor financeiro, o desempenho também foi positivo. O Itaú Unibanco subiu 1,42%, enquanto o Santander Brasil avançou 0,79%. O Bradesco, por sua vez, perdeu fôlego no fim do pregão, com leves ganhos de 0,05% nos papéis preferenciais.

Entre as maiores valorizações do dia, destaque para CSN, que saltou 5,42%, e Magazine Luiza, com alta de 5,35%, refletindo o aumento do apetite por risco. Na ponta negativa, a Porto Seguro liderou as perdas, em baixa de 4%.

No câmbio, o dólar encerrou o dia em queda de 1,63% frente ao real, cotado a R$ 5,23, impactado pela redução dos preços do petróleo e pela melhora na percepção de risco global, que favoreceu moedas de países emergentes.

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No contexto internacional, o cenário de melhora do risco global teve uma reviravolta nas primeiras horas desta terça-feira (17), com o petróleo voltando a subir após aliados dos Estados Unidos recusarem apoio ao pedido de Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz e depois de o novo líder supremo do Irã negar tratativas de paz com os EUA, dizer que “não é o momento certo para a paz”, e que EUA e Israel devem ser derrotados e pagar indenização.

Segundo alto funcionário iraniano, o novo líder supremo teria rejeitado propostas enviadas ao Ministério das Relações Exteriores do Irã por dois países intermediários. Diante desses acontecimentos, o Brent passou a operar em alta próxima de 3%, acima de US$ 100 o barril.

Na véspera, os mercados globais operaram sob um clima de otimismo, porém cauteloso, sustentados pela expectativa de uma possível reabertura do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz e por sinais de um eventual diálogo entre EUA e Irã.

No Brasil, a volta da pressão sobre o petróleo e a persistência das tensões geopolíticas embaralharam as apostas para a decisão do Copom, marcada para esta quarta-feira (18). O que até então era consenso, um corte de 0,50 ponto percentual na Taxa Selic, começou a perder força.

Levantamento do Broadcast revela que 76% das instituições financeiras passaram a projetar uma redução mais moderada, de 0,25 ponto percentual, refletindo um cenário mais desafiador para a condução da política monetária. A mudança de percepção foi impulsionada pela combinação de dois fatores: a alta do petróleo no mercado internacional e a surpresa inflacionária com o IPCA de fevereiro acima das expectativas.

Na curva de juros, o ambiente também se deteriorou. Cresceu a probabilidade de uma pausa no ciclo de flexibilização, hoje estimada em cerca de 15%, evidenciando o aumento da cautela entre investidores.

Em meio à revisão generalizada de expectativas, grandes instituições como Santander, Bank of America, BTG Pactual, SulAmérica Investimentos e ASA Investments ajustaram suas projeções e agora veem o Banco Central optando por um corte mais comedido, levando a Selic para 14,75%.

Ainda assim, há quem defenda uma postura mais firme da autoridade monetária. A Etsy avalia que o Banco Central não deve reagir à volatilidade de curto prazo. No entanto, reconhece que um corte menor, de 0,25 ponto, poderia ser interpretado pelo mercado como sinal de menor convicção na estratégia.

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Manchetes desta manhã

  • Investidor estrangeiro aumenta participação em fusões e aquisições no país (Valor)
  • BC decreta liquidação de instituição do grupo Master que estava sob regime especial (Folha)
  • Chefe da OMI afirma que escoltas não garantem passagem segura pelo Estreito de Ormuz (Estadão)
  • INSS suspende novos empréstimos consignados do C6 após indícios de cobranças indevidas ( O Globo)

Mercado global

As Bolsas da Europa operam em alta com os investidores avaliando os efeitos do conflito no Oriente Médio e à espera das decisões sobre os juros do Fed, BCE e BoE.

Entre os indicadores locais, o mercado repercute a forte queda do indicador ZEW de sentimento econômico na Alemanha, que despencou 58,8 pontos, atingindo -0,5 em março, muito abaixo das expectativas.

Na Ásia, os mercados fecharam o pregão desta terça-feira sem direção única, com o avanço de ações de tecnologia — impulsionado por novidades em IA da Nvidia, que aumentaram o otimismo em relação às fabricantes de chips e ao setor de tecnologia.

O índice Kospi da Coreia do Sul teve um desempenho superior, subindo 1,63%, enquanto o Nikkei 225 fechou em queda de 0,01%.

Em Nova York, os índices futuros abriram em baixa, impactados pela nova disparada do petróleo em meio ao prolongamento das tensões no Oriente Médio e dificuldade dos EUA de formar uma coalizão para liberar o tráfego no Estreito de Ormuz.

Confira os principais índices do mercado:

  • S&P 500 Futuro: -0,18%
  • FTSE 100: +0,66%
  • CAC 40: +0,53%
  • Nikkei 225: -0,01%
  • Hang Seng: +0,13%
  • Shanghai SE Comp: -0,85%
  • Ouro (abr): +0,33%, a US$ 5.018,8 por onça troy
  • Índice do dólar (DXY): +0,01%, aos 99,720 pontos
  • Bitcoin: -0,40% a US$ 73.759
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Commodities

  • Petróleo: retomou a alta após aliados dos EUA recusarem apoio ao pedido de Donald Trump para reabrir o Estreito de Ormuz, reforçando a percepção de que as tensões no Oriente Médio seguem elevadas e devem sustentar os preços da commodity.
    O Brent/maio valoriza 2,88%, cotado a US$ 103,10 e o WTI/maio sobe 3,59%, a US$ 95,78.
  • Minério de ferro: fechou em alta de 1,81%, na Bolsa de Dalian, na China, cotado a US$ 117,3.
    A valorização da commodity ocorre após a China flexibilizar restrições à importação de produtos da BHP, segundo a Bloomberg.

Cenário internacional

Nos EUA, a agenda desta terça-feira destaca os dados semanais de criação de vagas no setor privado (ADP) e os estoques de petróleo — números que ganham ainda mais peso às vésperas da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed).

No radar do banco central americano está um cenário cada vez mais complexo. De acordo com a Reuters, dirigentes do Fed devem debater se o conflito com o Irã tende a desacelerar a economia, pressionar a inflação ou, no pior dos cenários, provocar uma combinação adversa de crescimento fraco com preços elevados.

No campo político, o presidente Donald Trump decidiu adiar por um mês a cúpula prevista com o líder da China, alegando a necessidade de permanecer em Washington diante da escalada da guerra. A visita a Pequim estava marcada para o próximo dia 31.

Em tom crítico, Trump também cobrou maior engajamento de potências como China, Japão e Coreia do Sul nos esforços para reabrir o estratégico Estreito de Ormuz e avançar na resolução do conflito no Oriente Médio. No entanto, a resposta internacional tem sido tímida.

Aliados da OTAN demonstraram pouca disposição para se envolver diretamente. Países como Alemanha e Itália resistem à ideia, enquanto o Reino Unido sinalizou abertura, ainda que cautelosa. Fora da aliança, o Japão também não planeja enviar embarcações militares à região.

Apesar das resistências, Trump indicou que o secretário de Estado, Marco Rubio, poderá anunciar em breve a formação de uma coalizão militar de aliados para garantir a reabertura total do estreito. O presidente voltou a afirmar que espera uma guerra “breve”, embora o cenário no terreno siga incerto.

Cenário nacional

No Brasil, o foco do mercado se volta integralmente para a política monetária. Com a agenda de indicadores esvaziada, investidores aguardam o início da reunião do Comitê de Política Monetária, cuja decisão será divulgada nesta quarta-feira.

Em paralelo, o Tesouro Nacional protagonizou uma intervenção histórica no mercado de títulos públicos. Em meio à volatilidade recente, o órgão cancelou os leilões programados para a semana e realizou operações extraordinárias de recompra, somando cerca de R$ 27,5 bilhões.

Pela manhã, foram recomprados R$ 12,1 bilhões em papéis prefixados, o equivalente a 70,4% do volume ofertado. Já à tarde, o Tesouro adquiriu R$ 15,4 bilhões em títulos atrelados à inflação (NTN-B), correspondendo a 35,5% do lote previsto.

A medida injetou liquidez no mercado e ajudou a reduzir a pressão sobre a curva de juros. Os prêmios dos contratos de DI chegaram a recuar mais de 40 pontos-base nos vencimentos mais longos — um movimento expressivo em plena semana de decisão do Copom.

Com o alívio no cenário externo, refletido na queda do dólar e dos rendimentos dos Treasuries, a atuação do Tesouro reforçou a tentativa de estabilizar as expectativas em um momento crítico, marcado pela combinação de incertezas globais e decisões-chave de política econômica.

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Destaques do mercado corporativo

  • Petrobras: reforça sua estratégia de consolidação no upstream ao exercer preferência e assumir integralmente campos relevantes por US$ 450 milhões.
  • Prio: avança na expansão operacional após obter licença para perfuração de até 14 novos poços no campo de Frade.
  • GPA: é excluído dos índices da B3 após iniciar processo de reestruturação financeira via recuperação extrajudicial.
  • Raízen: também deixa os índices da bolsa em meio a ajustes financeiros e reorganização da estrutura de capital.
  • Petz: avança na reestruturação societária com aprovação do fechamento de capital após combinação de negócios com a Cobasi.
  • Hypera: registra saída parcial de investidor relevante, reduzindo participação abaixo do patamar de 5%.
  • Oi: sofre novo revés no processo de reestruturação após falência de subsidiária ligada à operação de rede.

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