No Brasil, o TDAH atinge7,6% de crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos Freepik Pesquisadores descobriram três tipos distintos de TDAH: a parti No Brasil, o TDAH atinge7,6% de crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos Freepik Pesquisadores descobriram três tipos distintos de TDAH: a parti

Cientistas descobrem três tipos diferentes de TDAH

2026/03/07 21:02
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No Brasil, o TDAH atinge7,6% de crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos — Foto: Freepik No Brasil, o TDAH atinge7,6% de crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos — Foto: Freepik

Pesquisadores descobriram três tipos distintos de TDAH: a partir desse estudo, eles acreditam poder ajudar a diagnosticar milhares de pessoas e revolucionar o tratamento do transtorno, relata o Daily Mail.

O Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno do neurodesenvolvimento que afeta o foco, o controle dos impulsos e os níveis de energia.

No Brasil, segundo o Ministério da Saúdia, a prevalência de TDAH é semelhante à relatada em todo o mundo, com 7,6% de crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos, 5,2% de indivíduos entre 18 e 44 anos e 6,1% de indivíduos maiores de 44 anos apresentando sintomas de TDAH.

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O TDAH tem sido tradicionalmente diagnosticado como um único transtorno, mas os pacientes podem apresentar uma variedade de sintomas. Enquanto alguns podem ter dificuldade em se concentrar no trabalho, outros têm explosões de raiva.

Como a condição é tão individualizada, assim como o autismo, encontrar a combinação ideal de medicamentos, terapia e outras intervenções pode levar meses ou anos de tentativas e erros. Pesquisadores dos EUA, China e Austrália, no entanto, sugeriram que o TDAH poderia ser dividido em categorias.

A equipe internacional fez exames de ressonância magnética em quase 500 crianças diagnosticadas com TDAH e comparou-os com cerca de 700 crianças sem a condição. Esses exames mostraram diferenças estruturais e funcionais no cérebro, como fluxo sanguíneo reduzido e áreas menores, que poderiam levar aos sintomas.

Ao examinar a substância cinzenta do cérebro - tecido que contém neurônios que ajudam o cérebro a transmitir informações -, os pesquisadores identificaram três subgrupos: tipo combinado grave com desregulação emocional (biótipo 1); predominantemente hiperativo e impulsivo (biótipo 2); e predominantemente desatento (biótipo 3).

O biótipo 1 é definido por sintomas mais graves e explosões emocionais, enquanto o biótipo 2 resulta mais comumente em hiperatividade e comportamento impulsivo. O biótipo 3, por sua vez, é marcado principalmente por desatenção ou perda de foco, e pode ser mais sutil do que nos outros tipos.

Médicos que não participaram da pesquisa disseram que as descobertas podem abrir caminho para melhores diagnósticos de TDAH e tratamentos mais eficazes.

"Este estudo é interessante porque reforça algo que os médicos suspeitam há muito tempo: o TDAH não é uma condição única e uniforme", disse Jonathan Alpert, psicoterapeuta em Nova York e Washington D.C., que não participou do estudo, ao Daily Mail.

"O que chamamos de TDAH provavelmente inclui vários padrões diferentes de atenção, controle de impulsos e regulação emocional. Duas pessoas podem receber o mesmo diagnóstico, mas ter desafios subjacentes muito diferentes."

O estudo, publicado no periódico JAMA Psychiatry, coletou dados de pacientes do Hospital West China da Universidade de Sichuan, da Universidade de Cincinnati, do Instituto Kennedy Krieger em Baltimore, do Centro Médico NYU Langone na cidade de Nova York, da Universidade de Saúde e Ciência do Oregon e do Instituto de Saúde Mental da Universidade de Pequim, na China.

As crianças incluídas tinham entre seis e 18 anos de idade, com uma média de 11 anos. Havia 446 crianças com diagnóstico formal de TDAH e 708 controles neurotípicos. Destas, 142 crianças eram do biótipo 1, 177 do biótipo 2 e 127 do biótipo 3.

Todos os participantes foram submetidos a exames de ressonância magnética, permitindo que os pesquisadores medissem os níveis de massa cinzenta em áreas do cérebro, incluindo o córtex pré-frontal - responsável pela função executiva - o córtex cingulado anterior - envolvido na cognição e na emoção - e o giro frontal superior - uma região que dá suporte à memória de trabalho e à atenção.

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