Estatuto define que condenações da CIDH devem adotar procedimentos mais ágeis nos tribunais brasileirosEstatuto define que condenações da CIDH devem adotar procedimentos mais ágeis nos tribunais brasileiros

CNJ aprova regra para acelerar casos de direitos humanos

2026/03/18 03:15
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O plenário do CNJ aprovou nesta 3ª feira (17.mar.2026) o Estatuto da Magistratura Interamericana, que prioriza processos sobre violações de direitos humanos. Com a recomendação, o conselho determina que os tribunais considerem as decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos para dar celeridade à condução de processos judiciais.

Cabe às magistradas e aos magistrados priorizar o julgamento dos processos em tramitação relativos à reparação material e imaterial das vítimas de violações de direitos humanos reconhecidas em condenações do Estado brasileiro pelos órgãos do Sistema Interamericano de Direitos Humanos, ainda pendentes de cumprimento integral”, estabelece o texto.

O estatuto, elaborado pelo ministro Luiz Edson Fachin, determina que os juízes analisem os casos com base em 4 elementos:

  • 1) complexidade da questão;
  • 2) atividade processual das vítimas;
  • 3) conduta das autoridades judiciais;
  • 4) impacto gerado nos envolvidos.

O texto estabelece ainda que pessoas em situação de vulnerabilidade terão prioridade, ao firmar o “dever especial e reforçado do Estado de satisfazer as obrigações de respeito e garantia dos direitos humanos”.

A aprovação era uma das prioridades da gestão de Fachin à frente do CNJ, que busca maior integração do Judiciário brasileiro com a Corte Interamericana. O estatuto foi pautado na sessão de abertura do 187º período de sessões da Corte, realizada em Brasília.

Fachin adota a interlocução com a Corte como um dos principais eixos de sua atuação no STF e no CNJ. O ministro tem defendido a autocontenção dos integrantes do Supremo e regras éticas para sua atuação.

Recados de Fachin

Nesta 2ª feira (16.mar.2026), o presidente do STF defendeu a autocontenção dos ministros. Segundo Fachin, a Corte ampliou sua atuação nas últimas décadas em matérias constitucionais e criminais. O ministro também apresentou 10 princípios que, segundo ele, devem nortear a atuação dos juízes brasileiros.

A autocontenção não é fraqueza; é respeito à separação de Poderes, que, em última análise, é ela própria uma exigência constitucional”, afirmou em aula magna no Centro Universitário de Brasília (CEUB). Leia a íntegra do discurso (PDF – 232 KB).

Em 10 de março, Fachin reuniu-se com presidentes de tribunais para discutir, entre outros temas, a remuneração dos juízes. Na ocasião, defendeu o fim dos chamados “penduricalhos” e declarou que o Judiciário não pode ficar aprisionado “em interesses paroquiais, em conveniências econômicas ou em cálculos políticos”.

O ministro afirmou que “juízas e juízes não podem ser mal remunerados” e merecem proteção diante do aumento do custo de vida, mas disse que os salários precisam estar “flagrantemente amparados no texto constitucional”.

Não temos o voto. Temos a razão da lei. E exatamente por isso não podemos jamais abrir mão de fundamentar nossas escolhas, de justificar nossas decisões. Elas devem ser escrutinadas amplamente, com toda a transparência, e devem ser capazes de sobreviver ao mais impiedoso exame público”, declarou. Leia a íntegra do discurso (PDF – 210 KB).

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